Imprima o guia da reforma ortográfica
G1 já adotou as novas regras, que valem desde 1º de janeiro.
Sugestão: cole o guia na agenda ou deixe-o ao lado do computador.
Do G1, em São Paulo
Imprima esta página ou, se preferir, baixe aqui o guia para impressão (o arquivo está em pdf e ocupa uma página no formato A4). O G1 já adotou as novas regras.
No dia 12 de janeiro, a Academia Brasileira de Letras (ABL) divulgou novas definições sobre o uso do hífen. Veja o arquivo aqui (ele está em pdf) ou acesse as mudanças diretamente aqui.
Trema – desaparece em todas as palavras
Antes/Depois
Freqüente, lingüiça, agüentar/Frequente, linguiça, aguentar
* Fica o acento em nomes como Müller
Acentuação 1 – some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte)
Antes/Depois
Européia, idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia, estréia, jóia, platéia, paranóia, jibóia, assembléia/Europeia, ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia
* Herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte)
Acentuação 2 – some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas
Antes Depois
Baiúca, bocaiúva, feiúra Baiuca, bocaiuva, feiura
* Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí
Acentuação 3 – some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos)
Antes Depois
Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos Creem, deem, leem, veem, preveem, voo, enjoos
Acentuação 4 – some o acento diferencial
Antes Depois
Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa Para, pela, pelo, polo, pera, coa
* Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo
Acentuação 5 – some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar
Antes Depois
Averigúe, apazigúe, ele argúi, enxagúe você Averigue, apazigue, ele argui, enxague você
Observação: as demais regras de acentuação permanecem as mesmas
Hífen – veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos:
Prefixos Usa hífen Não usa hífen
Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra... Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel Em todos os demais casos: autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom
Hiper, inter, super
Quando a palavra seguinte começa com h ou com r: super-homem, inter-regional
Em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico
Sub Quando a palavra seguinte começa com b, h ou r: sub-base, sub-reino, sub-humano Em todos os demais casos: subsecretário, subeditor
Vice
Sempre:
vice-rei, vice-presidente
Pan, circum Quando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogais: pan-americano, circum-hospitalar Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão
Fonte: professor Sérgio Nogueira
As novas regras ortográficas estão valendo desde o dia 1º de janeiro de 2009. De acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até 2012 valem as duas formas de escrever: a antiga e a nova. No Ano Novo começa o chamado “período de transição”. Portugal, que também aprovou o acordo ortográfico, adotará as novas regras até 2014.
O guia acima traz as mudanças que já estão definidas. Ainda há exceções - por exemplo, no uso do hífen - que deverão ser discutidas entre as Academias de Letras dos países que falam a língua portuguesa. Espera-se que a Academia Brasileira de Letras organize um vocabulário até fevereiro de 2009.
Vale lembrar que o que muda é a grafia. Ou seja, nada de pronunciar “lin-gui-ça”. A fala continua a mesma, mesmo sem os dois pontinhos em cima do “u”.
durante as ocasionais navegações pela Internet.
Assim, ao serem divulgados, poderão servir à consulta,
à idealização inédita ou à tema para fórum de opiniões.
O visitante pode ficar à vontade para fazer deste, o seu blog!
Abraços à todos!
Somel Serip.
(somelserip@gmail.com)
quinta-feira, 19 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
Comentário Realizado no "Diário do Professor"
Declev Reynier Dib-Ferreira , olá !
Falando sobre árvores , "cortar o mal pela raiz" , no caso da educação do povo brasileiro , digo mais - temos que : selecionar a semente , esperar a época mais apropriada ao plantio , montar uma sementeira com bom substrato , semear , cuidar da muda , preparar o terreno , transplantar a muda , colocar o tutor para protege-la dos ventos ( pau que nasce torto , morre torto ! ) e acompanhar seus primeiros meses ( averiguar ocorrência de pragas ou predadores , adubar , podar etc ) .
Pois é , Declev , neste nosso País onde qualquer safado consegue se candidatar à ser político ( e consegue ! ) , o que tem que ser feito nunca será pois quanto menos consciência mais fácil é a permanência no poder dessa máfia política !
O orçamento da propaganda governamental poderia ser aplicado na divulgação de situações que induzissem ao povo melhores procedimentos de vida . Por exemplo : a campanha " se beber não dirija !" não está sendo formadora de opinião ? - o mesmo pode ser para "só faça filho que puder criar" ! Concorda ?
Lógico que muito tem que ser feito : planejamento familiar , assistência pré-natal ( médica , alimentar , educacional e monetária ) , assistência social ( idem,..,idem) até completar o pré-escolar e , por fim , expandir para esta nova geração ( e para as 20 seguintes ) o programa assistencial . Um novo povo brasileiro estaria preparado para fazer desta uma grandiosa Nação !
Lógico que aos profissionais diretamente envolvidos teriam que ser dignamente remunerados para permitir dedicação exclusiva neste projeto .
Abraços à todos !
Somel Serip .
somelserip@gmail.com
Falando sobre árvores , "cortar o mal pela raiz" , no caso da educação do povo brasileiro , digo mais - temos que : selecionar a semente , esperar a época mais apropriada ao plantio , montar uma sementeira com bom substrato , semear , cuidar da muda , preparar o terreno , transplantar a muda , colocar o tutor para protege-la dos ventos ( pau que nasce torto , morre torto ! ) e acompanhar seus primeiros meses ( averiguar ocorrência de pragas ou predadores , adubar , podar etc ) .
Pois é , Declev , neste nosso País onde qualquer safado consegue se candidatar à ser político ( e consegue ! ) , o que tem que ser feito nunca será pois quanto menos consciência mais fácil é a permanência no poder dessa máfia política !
O orçamento da propaganda governamental poderia ser aplicado na divulgação de situações que induzissem ao povo melhores procedimentos de vida . Por exemplo : a campanha " se beber não dirija !" não está sendo formadora de opinião ? - o mesmo pode ser para "só faça filho que puder criar" ! Concorda ?
Lógico que muito tem que ser feito : planejamento familiar , assistência pré-natal ( médica , alimentar , educacional e monetária ) , assistência social ( idem,..,idem) até completar o pré-escolar e , por fim , expandir para esta nova geração ( e para as 20 seguintes ) o programa assistencial . Um novo povo brasileiro estaria preparado para fazer desta uma grandiosa Nação !
Lógico que aos profissionais diretamente envolvidos teriam que ser dignamente remunerados para permitir dedicação exclusiva neste projeto .
Abraços à todos !
Somel Serip .
somelserip@gmail.com
quarta-feira, 11 de março de 2009
Comentario Efetuado no Diário do Professor
Declev Reynier Dib-Ferreira , olá !
A notícia , divulgada na Globo , de quem já adoeceu com um tipo da Dengue fica imune à este tipo , pode fazer com que as pessoas não mais eliminem os possíveis focos do mosquito ! Afinal , estamos falando da população brasileira …
Neste começo de 2009 , março , divulgam que a secretaria estadual do Rio de Janeiro vai enviar uma comitiva de técnicos à Bahia , para ajuda-los ( ensina-los ) ! Isso porque , na cidade do Rio de Janeiro , ocorreu uma redução de quase 90% em relação ao ano passado nos registros de Dengue ! Pura politicagem .
Lógico ! Se uma enorme parte da população local já adquiriu esta doença a tendência é diminuir o índice local de transmissão !
Em relação à utilização das iscas que utilizam a luz ultra-violeta para atrair insetos , sou contrário coloca-las ao nosso acesso visual , pois essa irradiação prejudica a nossa visão !
Abraços à todos !
Somel Serip .
somelserip@gmail.com
A notícia , divulgada na Globo , de quem já adoeceu com um tipo da Dengue fica imune à este tipo , pode fazer com que as pessoas não mais eliminem os possíveis focos do mosquito ! Afinal , estamos falando da população brasileira …
Neste começo de 2009 , março , divulgam que a secretaria estadual do Rio de Janeiro vai enviar uma comitiva de técnicos à Bahia , para ajuda-los ( ensina-los ) ! Isso porque , na cidade do Rio de Janeiro , ocorreu uma redução de quase 90% em relação ao ano passado nos registros de Dengue ! Pura politicagem .
Lógico ! Se uma enorme parte da população local já adquiriu esta doença a tendência é diminuir o índice local de transmissão !
Em relação à utilização das iscas que utilizam a luz ultra-violeta para atrair insetos , sou contrário coloca-las ao nosso acesso visual , pois essa irradiação prejudica a nossa visão !
Abraços à todos !
Somel Serip .
somelserip@gmail.com
domingo, 18 de janeiro de 2009
Comentário não Enviado ao Globo Rural ( não foi possível )
A mídia possui enorme influencia sobre a população brasileira ( a grande maioria é maria vai com as outras )!
Não cabe ficar justificando que o surgimento do desemprego no Brasil é culpa da queda do "Império USA"! A culpa recai sobre nós mesmo , pois sempre quisemos ser dependentes de alguém . Temos que planejar novos rumos e prepararmos para tal !
No programa de hoje ( 18/01/2009 ), no Vale do São Francisco , a reportagem divulgou as milhares de demissões na lavoura de uva justificada pela tal "Crise Econômica Internacional" e nos comentários finais foi dito : vamos esperar que depois do dia 20 , com a posse de Obama , as coisas melhorem já que foi nos USA que a crise iniciou ! Isso é falsa expectativa , pois o sistema Exploratório capitalista está falido pois o Planeta não mais suporta o atual tipo de industrialização !
Na reportagem referida , o que deveria estar contido seria a resposta do por quê o excesso da produção de uvas não é convertido em vinho , para posterior comercialização : isto é que é empreendimento produtivo !
Já na parte das catadoras de Mangaba , por que não foi arguido o motivo pelo qual elas não tem o hábito de plantar algumas mudas todas as vezes que elas vão catar os frutos ? No mínimo seria uma forma de conscientiza-las da sua responsabilidade ambiental !
Somel Serip.
somelserip@gmail.com
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Covardia da Corrupção Governamental
A todos , olá !
É muito duro , a gente ter consciência neste nosso pobre Brasil !
Existe uma lei que nunca pode um curso d'água impedir o acesso da fiscalização das Capitanias dos Portos ! Ou seja , um curso navegável de uma hidrovia não pode ter o seu acesso interrompido por uma obra , pois a fiscalização tem que ser exercida pela Capitania dos Portos seja onde houver o transporte hidroviário !
Portanto , quando uma Usina Hidrelétrica é interposta numa via hidroviária, o fluxo da navegação tem que ser reestabelecida através de um sistema de Eclusagem . Que em si é um sistema elevatório de embarcações para permitir a continuidade do transporte hidroviário .
Estou revoltado , pois estou consciente de que os interesses do "império" interferem eficazmente nas ações governamentais, relativas à infra-estrutura de transporte, impedindo que a logística para a exportação da produção agrícola, no celeiro mundial ( Mato Grosso e Goiás ) seja o Transporte Hidroviário, com rumo Norte, através das bacias hidroviárias : Tocantins-Araguaia ; Xingu ; Tapajós e Madeira.
Na Bacia Tocantins-Araguaia, o Transporte Hidroviário, das Commodities produzidas no Centro-Oeste brasileiro, ficou INSUSTENTÁVEL ao ser interrompido pela construção da Barragem Hidrelétrica de Tucuruí ( rio Tocantins ) ! No Brasil, foram feitos os estudos, em Modelo Reduzido, do Sistema com duas Eclusas - Montante e Jusante - para a Transposição do desnível de 78 metros causado pelo barramento . Mas só ficou construída, a Cabeça da Eclusa de Montante !
O filé minhon , Geração de Energia Elétrica, foi implantado e o sistema para a transposição do desnível foi interrompido criminosamente !
Muitas outras barragens, foram e são concretizadas, sem oferecerem os meios necessários, para que a provável navegação, que lhes tiver acesso, possa transpor os desnível d'água que respectivamente criaram.
Com isso engessam o progresso que o nossa Pátria possa vir a ter ! É ou não é um ato criminoso ?
Tudo isto porque soube que um empresário detentor da concessão do transporte hidroviário foi obrigado a interromper o seu serviço de transportador ( acarretando muitas demissões nesta atual crise económica ) pois está sendo perseguido por , talvez , não querer colaborar com propinas , acarretando inúmeras multas pois exigem dele que o comboio seja desmembrado para que ultrapasse uma determinada ponte rodoviária.
É tal o cúmulo , que colocaram alguém , talvez , acampado nas proximidades da ponte para ficar contando as vezes que o comboio não seja desmembrado !
O vão da ponte é de 72 metros , os pilares estão guarnecidos com defensas para impedir maiores danos num eventual acidente ! O comboio tem menos de 20 metros de largura o que implica uma folga de mais de 20 metros para cada lado ! É muito improvável a ocorrência de um acidente nestas circunstâncias !
Taí concluo que é uma persseguiçâo criminosa e se estivéssemos num pais sério, tal feito seria ensejo para a corregedoria federal !
Meu desabafo está feito !
Somel Serip .
É muito duro , a gente ter consciência neste nosso pobre Brasil !
Existe uma lei que nunca pode um curso d'água impedir o acesso da fiscalização das Capitanias dos Portos ! Ou seja , um curso navegável de uma hidrovia não pode ter o seu acesso interrompido por uma obra , pois a fiscalização tem que ser exercida pela Capitania dos Portos seja onde houver o transporte hidroviário !
Portanto , quando uma Usina Hidrelétrica é interposta numa via hidroviária, o fluxo da navegação tem que ser reestabelecida através de um sistema de Eclusagem . Que em si é um sistema elevatório de embarcações para permitir a continuidade do transporte hidroviário .
Estou revoltado , pois estou consciente de que os interesses do "império" interferem eficazmente nas ações governamentais, relativas à infra-estrutura de transporte, impedindo que a logística para a exportação da produção agrícola, no celeiro mundial ( Mato Grosso e Goiás ) seja o Transporte Hidroviário, com rumo Norte, através das bacias hidroviárias : Tocantins-Araguaia ; Xingu ; Tapajós e Madeira.
Na Bacia Tocantins-Araguaia, o Transporte Hidroviário, das Commodities produzidas no Centro-Oeste brasileiro, ficou INSUSTENTÁVEL ao ser interrompido pela construção da Barragem Hidrelétrica de Tucuruí ( rio Tocantins ) ! No Brasil, foram feitos os estudos, em Modelo Reduzido, do Sistema com duas Eclusas - Montante e Jusante - para a Transposição do desnível de 78 metros causado pelo barramento . Mas só ficou construída, a Cabeça da Eclusa de Montante !
O filé minhon , Geração de Energia Elétrica, foi implantado e o sistema para a transposição do desnível foi interrompido criminosamente !
Muitas outras barragens, foram e são concretizadas, sem oferecerem os meios necessários, para que a provável navegação, que lhes tiver acesso, possa transpor os desnível d'água que respectivamente criaram.
Com isso engessam o progresso que o nossa Pátria possa vir a ter ! É ou não é um ato criminoso ?
Tudo isto porque soube que um empresário detentor da concessão do transporte hidroviário foi obrigado a interromper o seu serviço de transportador ( acarretando muitas demissões nesta atual crise económica ) pois está sendo perseguido por , talvez , não querer colaborar com propinas , acarretando inúmeras multas pois exigem dele que o comboio seja desmembrado para que ultrapasse uma determinada ponte rodoviária.
É tal o cúmulo , que colocaram alguém , talvez , acampado nas proximidades da ponte para ficar contando as vezes que o comboio não seja desmembrado !
O vão da ponte é de 72 metros , os pilares estão guarnecidos com defensas para impedir maiores danos num eventual acidente ! O comboio tem menos de 20 metros de largura o que implica uma folga de mais de 20 metros para cada lado ! É muito improvável a ocorrência de um acidente nestas circunstâncias !
Taí concluo que é uma persseguiçâo criminosa e se estivéssemos num pais sério, tal feito seria ensejo para a corregedoria federal !
Meu desabafo está feito !
Somel Serip .
Comentário Efetuado
Quem serão "Eles" ?
"Eles" estão espalhados no mundo , explorando os territórios alheios e tirando o sangue do povo local, para manterem a porcaria de país que consideram por Pátria .
"Eles", embora nasçam num país qualquer e se registrem como naturais de lá, o seus corações pertencem à Pátria Ancestral !
Daí "Eles" se sentirem bem em explorar a terra natal e mandar à sua pátria, o muito que lhes sobra .
"Eles" estão espalhados no mundo , explorando os territórios alheios e tirando o sangue do povo local, para manterem a porcaria de país que consideram por Pátria .
"Eles", embora nasçam num país qualquer e se registrem como naturais de lá, o seus corações pertencem à Pátria Ancestral !
Daí "Eles" se sentirem bem em explorar a terra natal e mandar à sua pátria, o muito que lhes sobra .
São "Eles" que provocam a desarmonia mundial, pois assim, a sua filosofia prevalece fortalecida ! A União faz a força ! Terra de cego, quem tem um olho é o Rei !
Na idade medieval, a produção de um castelo poderia ser trocada pela produção de um outro castelo, "Eles" então, iniciaram as intrigas envolvendo os senhores feudais para assim interromperem o mercado de trocas . Quando atingiram o seu objetivo, passaram a possuir o monopólio do comércio medieval (comprando num castelo e vendendo noutro) visando sempre ganhar de maneira fácil sobre o que foi produzido, pelos outros "povos", com sangue e suor !
O nosso Criador nunca aprova uma situação de atrito em nome dele !
Abraços à todos !
Na idade medieval, a produção de um castelo poderia ser trocada pela produção de um outro castelo, "Eles" então, iniciaram as intrigas envolvendo os senhores feudais para assim interromperem o mercado de trocas . Quando atingiram o seu objetivo, passaram a possuir o monopólio do comércio medieval (comprando num castelo e vendendo noutro) visando sempre ganhar de maneira fácil sobre o que foi produzido, pelos outros "povos", com sangue e suor !
O nosso Criador nunca aprova uma situação de atrito em nome dele !
Ele é Amor, Harmonia e Perfeição !
Ele está presente em toda religião, que considere o que ele realmente é .
Qualquer guerra, portanto, nunca poderá ser denominada de Guerra Santa !
Ele está presente em toda religião, que considere o que ele realmente é .
Qualquer guerra, portanto, nunca poderá ser denominada de Guerra Santa !
Abraços à todos !
Somel Serip.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Cópia sobre a Jarina ( marfim vegetal da Amazônia )
Jarina: o marfim das biojóias da Amazônia
Marcondes Lima da Costa
CG/UFPa e Pesquisador CNPq
E-mail: mlc@ufpa.br
Suyanne Flávia Santos Rodrigues
CG/UFPa e EN/UFPa
E-mail: suyanneflavia@hotmail.com
Helmut Hohn
Autônomo
E-mail: hhohn@zipmail.com.br
Resumo
A palmeira jarina (Phytelephas macrocarpa) é endêmica
da Amazônia, onde se desenvolve sobre antigas
planícies de inundação, cujos sedimentos são constituídos
por quartzo, minerais de argila 2:1 e feldspatos, constituindo
solos férteis e pouco ácidos a neutros. As sementes
dessa palmeira são incluídas entre as gemas orgânicas
raras. Devido a sua cor e brilho, as sementes são
comparadas ao marfim animal, apesar da baixa dureza e
baixa densidade, sendo empregadas na manufatura de
biojóias e artefatos. Esses produtos são bem aceitos comercialmente
devido às sementes serem susceptíveis a
mudança de coloração e outros melhoramentos. Infelizmente,
as jóias não apresentam vida longa, pois as sementes
podem sofrer ataque de microorganismos entre 5
e 10 anos. Se houver uma política adequada para cadeia
produtiva das sementes de jarina, a mesma poderá se
tornar de grande importância para o desenvolvimento da
região Amazônica, ao criar novas oportunidades de trabalho
e agregação de valor aos produtos. No entanto fazse
necessário um especial cuidado para evitar exploração
inadequada das sementes para assegurar a preservação
da espécie.
Palavras-chave: Jarina, Amazônia, marfim-vegetal, sementes,
gema orgânica, Phytelephas macrocarpa, biojóias.
368 REM: R. Esc. Minas, Ouro Preto, 59(4): 367-371, out. dez. 2006
Jarina: o marfim das biojóias da Amazônia
1. Introdução
Jarina é o nome da semente da
palmeira de igual nome, a Phytelephas
macrocarpa (Phyto = planta e elephas =
elefante), encontrada no sudoeste e oeste
da região amazônica, estendendo-se
além das fronteiras brasileiras. Essa semente,
em especial a sua amêndoa, que
há muito tempo chama atenção por suas
propriedades físicas similares às do marfim,
é conhecida há mais de um século
como marfim vegetal, sendo, hoje, considerada
como substituto à altura do marfim
animal. Sobre a produção na Amazônia
ainda no início do século XX assim
reporta Andrade (1937): “O Juruá já attingiu
a exportação de 100.000 kgs,
annualmente. Se o transporte fosse fácil,
a exportação poderia subir a mais
de 1.000.000 kgs. O rio Envira, sobretudo,
é privilegiado em matéria de jarina”.
A jarina, era na época, empregada
no fabrico de botões, tendo sido substituída
pelo plástico logo após seu surgimento.
No Brasil a última fábrica fechou
nos anos 70. A jarina em países vizinhos,
como Peru, Colômbia e Equador, é empregada
na produção de artefatos diversos
e bijuterias, geralmente, bem aceitas
no mercado internacional, por conta do
fino acabamento. A jarina sempre foi apreciada
pelos povos dos barrancos de rios,
devido a sua palha resistente utilizada
em coberturas, seus frutos como alimento
e, quando secos, para o fabrico de
carvão, sendo aplicado nos interiores de
panelas de barro para lubrificá-los, um
precursor do teflon. A palmeira também
fornece palmito.
Nos anos 80, a jarina começou a
ressurgir através de trabalhos de artistas
isolados, no Acre, Amazonas e Rondônia,
a bom exemplo o ourives César
Farias, em Rio Branco, Acre, que começa
a procurar nas sementes e madeiras a
combinação ideal com os metais nobres,
principalmente com a prata. Nos anos
90, o primeiro autor do presente artigo,
participou do programa de implantação
do Pólo Joalheiro do Pará e, após ter organizado
cursos de especialização em
gemologia na UFPa, onde as sementes
em bijuterias, incluindo a jarina, foram
temas de monografias, apresentou e ressaltou
o seu potencial gemológico e apelo
ecológico. Contudo a jarina precisou
de apenas 8 anos para sair de sua aparente
dormência de pouca importância
(a semente apresenta elevada dormência
natural) e retomar o seu lugar, agora
um produto mais nobre, como uma gema
orgânica.
2. A palmeira
A palmeira jarina apresenta a seguinte
taxonomia: Família: Palmae;
Subfamília: Phytelephantoidae; Gênero:
Phytelephas; Espécie: P. macrocarpa
Ruiz & Pavon (Henderson et al., 1995).
Ressalta-se que, tanto o gênero, quanto
à espécie, têm os seguintes sinônimos:
Elephantusia macrocarpa Ruiz &
Pavon, Willd, Phytelephas microcarpa
Ruiz & Pavon, Yarina microcarpa
Ruiz & Pavon, O. F. Cook (Ferreira, 2006).
A Phytelephas macrocarpa tem,
nas terras do Estado do Acre, as seguintes
características botânicas e ecológicas
(Ferreira, 2006):
“Estipe: solitário ou raramente
cespitoso; subterrâneo ou aéreo com até
1,5 m de comprimento levemente inclinado,
com cicatrizes foliares salientes,
coberto com bainhas de folhas persistentes
no ápice, às vezes, envolvidas por
fibras finas. Folhas: 14 a 17; pecíolo e
bainha com 1,4 m de comprimento, a
bainha fibrosa; raque 4,19 a 4,2 de
comprimento; 57 ou 58 pinas lineares
em cada lado da folha, mais ou menos
arranjadas e dispostas em um mesmo
plano. Inflorescência: fortemente dimorfa;
inflorescência estaminada e pistilada
intrafoliar. Flores estaminadas sésseis,
densamente arranjadas na raque;
sépalas e pétalas reduzidas em obscuras
bractéolas. Frutos: com até 9 cm de
comprimento, formando uma massa
mais ou menos globosa no ápice da raque;
4 a 6 vezes angulosos- obdeltóide,
com a superfície apical lenhosa. Sementes:
várias por fruto” .
A jarina (Figura 1.a) é uma palmeira
de porte pequeno, alcançando até 5 metros
de altura, acaule ou de caule curto,
tronco grosso com numerosas raízes
adventícias e flores de forte perfume (Ferreira,
2004). Produz cachos (Figura 1.b)
de frutos drupáceos (Figura 1.c), que
contêm até 9 sementes (Figura 1.d). O
crescimento da palmeira jarina é lento e
uma árvore que apresente tronco de dois
metros de altura tem pelo menos de 35 a
40 anos de idade. É comum encontrar
indivíduos com mais de 100 anos de idade.
É possível que os exemplares da Praça
Plácido de Castro, em Rio Branco, no
Estado do Acre, com tronco acima de
1 m tenham mais de 30 anos. Segundo
Ferreira (2004), a germinação ocorre em 3
ou 4 anos, no entanto, em cultivo de
quintal, na cidade de Rio Branco, Acre,
observou-se que a semente germinou em
um ano. A frutificação ocorre a partir do
sétimo ano (Ferreira, 2004), porém, no experimento
de quintal mencionado anteriormente,
esta ocorreu a partir do quinto
ano.
2.1 Distribuição geográfica e
ambiente geológico
A palmeira jarina é endêmica do
sudoeste e oeste da Amazônia. No Brasil
é encontrada nos Estados de Rondônia,
Acre e Amazonas e, também, na Bolívia,
Peru, Colômbia e no Equador, chegando
à América Central (Figura 2). Em
terras brasileiras, a jarina desenvolve-se
espontaneamente nas planícies de inundação,
principalmente nas mais antigas,
nos vales dos rios de água branca, destacando-
se os rios Purus, Juruá e seus
afluentes. Formam verdadeiro gregarismo,
conhecido como jarinal. As planícies
são formadas por sedimentos siltoargilosos,
constituídos, além de quartzo,
por minerais de argila 2:1 (esmectitas,
illitas e micas brancas) e feldspatos. São
sedimentos ricos em SiO2 e Al2O3, contendo,
ainda, valores significativos de
K2O, MgO e CaO. São pouco ácidos e
relativamente férteis (Almeida, 2005).
Também se desenvolvem ao longo de
encostas de vales úmidos. São solos do
tipo argissolos e cambissolos eutróficos.
A jarina é uma palmeira umbrófila e, nessas
planícies, está associada com o mulateiro,
Calycolphylum spruceanum, típico
desse ambiente, e bambus, entre outras
espécies arbóreas e de palmae.
REM: R. Esc. Minas, Ouro Preto, 59(4): 367-371, out. dez. 2006 369
Marcondes Lima da Costa et al.
3. A semente e a
amêndoa: o marfim
vegetal
A palmeira frutifica uma vez ao ano,
desenvolvendo de 6 a 8 cachos, que atingem
o tamanho de uma cabeça humana
adulta e chegam a pesar 10 kg. Os cachos
de jarina tipo Acre são formados
por até 9 frutos ou ouriços, os quais contêm
em média 3 a 4 sementes. A semente
tem um tegumento (casca) composto por
três camadas, sendo a mais interior fortemente
fixada à amêndoa e, em geral,
preservada pelos artesãos, pois permite
desenvolver belos trabalhos. A semente
com casca tem forma triangulóide, com
as três faces angulosas-obdeltóides,
com superfície apical abaulada. A amêndoa
guarda essa morfologia, embora tenda
a apresentar um maior arredondamento.
O núcleo normalmente é oco. O comprimento
varia de 48,5 a 80 mm, a largura
maior de 43 a 87,7 mm e a menor de 38,7 a
83 mm. A massa oscila entre 10 e 20 g,
normalmente de 14 a 18 g, e a perda de
massa por desidratação é de 1 a 4,5 %.
Quando sem casca, as sementes pesam
de 10 a 14 g. A perda de massa por desidratação
não causa danos, como retração
e fissuramento, na amêndoa.
Figura 1 - (a) Palmeira jarina localizada na Praça Plácido de Castro no centro de Rio Branco, Acre; (b) Cacho de frutos da palmeira
jarina; (c) Frutos da palmeira jarina; (d) Sementes da palmeira jarina ainda com a casca mais externa.
(a) (b)
(c)
(d)
Figura 2 - Distribuição geográfica (área
cinza-escura) da palmeira jarina
(Phytelephas macrocarpa) na América do
Sul: Peru, Bolívia e Brasil (Acre, Amazonas
e Rondônia). A área pontilhada indica a
ocorrência mais restrita, zona da borda
da cordilheira andina e com características
distintas daquelas encontradas no Brasil.
Modificado de Henderson et al. (1995).
Na jarina, o embrião ou amêndoa
ocupa, praticamente, todo o interior da
semente, que é um albúmen (endosperma)
córneo, de constituição hemicelulose
(polímero de pentoses), geralmente
encontrada na terceira camada celular do
endosperma. A cavidade central é irregular,
ligeiramente trapezoedróide (Figura
3.a). Essa retração fica restrita a parte
interior da amêndoa. A massa da semente
madura (endosperma) é de cor branca
com brilho característico muito semelhante
ao marfim obtido de animais. A
amêndoa é conhecida, internacionalmente,
como ivory nut (inglês), tagua nut ou
tagua (em áreas de influência norte-americanas),
corozo (em áreas de influência
britânicas), Steinnuss (alemão), binroji
(japonês) e coquilla, nuez de tagua ou
yarina (espanhol).
3.1 Características físicas e
químicas
A amêndoa tem a cor branca marfínica,
leitosa, o brilho sedoso do marfim,
a dureza mediana (2,5 na escala de
Mohs), igual índice de refração (1,54),
densidade (1,43), no entanto mais baixa,
quando comparada ao marfim de origem
animal, não quebradiça, mas sensível ao
calor e a certos fungos e insetos, principalmente
a partir da cavidade central. Ao
contrário do marfim animal deixa-se tingir
facilmente. É formada de celulose (um
carboidrato muito resistente, C6H10O5),
segundo Leite (1993). É amorfa, enquanto
o marfim animal é constituído por fosfatos
e carbonatos de cálcio e magnésio,
parcialmente cristalinos. Fluoresce levemente
em tom azul-violáceo (Leite,1993).
370 REM: R. Esc. Minas, Ouro Preto, 59(4): 367-371, out. dez. 2006
Jarina: o marfim das biojóias da Amazônia
A amêndoa é formada por finas camadas
concêntricas (Figura 3.a) interrompidas
apenas na região de influência do
hilo. São camadas submilimétricas (Figura
3.b), alternando quase maciças com
fibras, mais espessas. No todo, a amêndoa
é fibro-radial e as fibras são perfeitamente
delineáveis em imagens de MEV.
Embora a amêndoa seja amorfa à difração
de raios X, apresenta cristalitos de
aluminossilicatos de Ca-K identificados
por MEV/SED. A semente, no geral, tem
SiO2 como o principal componente inorgânico,
com vestígios de P (Tabela 1).
4. Beneficiamento e
principais produtos
A coleta é feita na mata, no período
de janeiro a junho, tanto do chão ou pela
retirada dos cachos. O beneficiamento
consiste de secagem da semente ao sol
ou mesmo em estufa. Em seguida, faz-se
o lixamento para remoção da casca interna,
conforme o desejo do cliente, e, posteriormente,
o polimento.
Da mesma forma, como muitos minerais-
gemas e gemas orgânicas, a amêndoa
de jarina, já incluída como gema orgânica,
deixa-se modificar, principalmente,
em sua coloração, através de tingimento
com corantes sintéticos e naturais
(Farias, 2005), de cozimento e/ou
imersão em óleos e através da ação térmica,
como pirógrafo e aquecimento, e,
ainda, através de amadurecimento controlado
e envelhecimento, graças a sua
microporosidade. As tonalidades obtidas
não mascaram a natureza marfínica
da jarina e têm tido grande aceitação do
público consumidor. Para o uso em biojóias,
além dos melhoramentos citados
anteriormente, normalmente as sementes
são furadas e também são formatadas
em fatias (slabs), cascalho e canutilhos
ou tubinhos.
A amêndoa da jarina tem encontrado
ampla aplicação em biojóias, miniesculturas
e adereços em geral (Figura 4),
sendo a mais expressiva, atualmente, as
biojóias (colares, pulseiras, brincos e
anéis). Ela é combinada com outras sementes
como açaí, paxiúba e paxiubinha,
Tabela 1 - Resultados de análises químicas (% em peso) efetuadas em semente de
jarina. As análises químicas foram efetuadas por via úmida (gravimetria, EDTA e
espectrocolorimetria) nos laboratórios do Centro de Geociências/UFPA.
Figura 3 - (a) Interior de uma amêndoa de jarina mostrando as camadas concêntricas
e com feições fibro-radiais; (b) Detalhe das camadas concêntricas e fibro-radiais.
Imagem obtida com microscópio óptico.
(a) (b)
madeiras e, mais recentemente, com prata
e ouro (Farias, 2005). A combinação
com minerais tem tido sucesso, mesmo
sabendo da sobrevida mais curta da semente,
variando entre 5 e 10 anos, em
relação à sobrevida do mineral, que pode
atingir milhões de anos. No Equador e
em outros países vizinhos e da América
Central, a jarina é empregada, principalmente,
em miniesculturas, retratando animais
da fauna regional. São trabalhos
com grande aceitação no mercado internacional.
No Brasil, as biojóias estão
sendo produzidas, principalmente, nos
Estados do Pará (Pólo Joalheiro), Amazonas
(ofertada em shopping centers e
no aeroporto internacional) e Acre, onde
o mercado, nos últimos anos, vem se desenvolvendo
rapidamente.
5. Conclusões
A jarina deve ser vista como uma
gema orgânica, genuinamente da região
Amazônica, estendendo-se além das
fronteiras brasileiras. Seria rara, como são
as gemas inorgânicas e mesmo orgânicas,
mas tão-somente por ser apenas típica
de uma única região, o sudoeste da
Amazônia, a sua única “jazida”. No entanto,
a jarina pode ser cultivada, correspondendo
no mundo de gemas minerais
como uma “gema sintetizada”.
Suas jóias são bonitas e com preços
acessíveis, mas, infelizmente, não têm
vida longa.
A natureza endêmica da jarina mostra
sua forte relação com as planícies de
inundação de rios de água branca do
sudoeste da Amazônia (Estados do Acre
e Amazonas), as quais são formadas por
sedimentos fluviais imaturos e férteis.
A cadeia produtiva é grande e a
agregação de valor é enorme, pois uma
semente coletada sai no campo ao custo
de R$ 0,02 e um pequeno chaveiro entalhado
em uma única semente é comercializado,
em Rio Branco, a R$ 17,00, ou
seja, um fator de agregação de valor superior
a 500 vezes.
A jarina é, provavelmente, a semente
mais nobre da Amazônia para uso em
biojóias. Sua exploração se enquadra na
política de desenvolvimento sustentável,
entra como um substituto adequado
REM: R. Esc. Minas, Ouro Preto, 59(4): 367-371, out. dez. 2006 371
Marcondes Lima da Costa et al.
ao marfim animal, podendo vir a coibir o
comércio desses materiais. No entanto a
exploração em larga escala da semente
da jarina, sem um acompanhamento de
manejo e mesmo de cultivo, pode trazer
danos incalculáveis à reprodução e continuidade
dos jarinais, cujo ambiente
geológico é muito efêmero, restrito e frágil.
Uma política de incentivos para o
desenvolvimento de novos produtos, de
conservação (longevidade) da jarina, e
de combinação desta com pedras e gemas,
poderá criar uma cadeia produtiva
de alta qualidade e grande diferencial
humano e de design, criando e projetando
uma verdadeira atividade nobre na
Amazônia.
6. Agradecimentos
Ao Basa pelo primeiro apoio financeiro,
a Florestar (Família Profetto), a
Comuflor, a NaturArte de Socorro Freias
e a César Farias.
7. Referências
bibliográficas
ALMEIDA, H. D. F. Mineralogia,
geoquímica, fertilidade e origem
dos sedimentos de praia (Barra em
Pontal) das bacias dos rios Purus e
Juruá no estado do Acre. Belém:
Centro de Geociências/ Universidade
Federal do Pará, 2005.153p.
(Dissertação de Mestrado).
ANDRADE, O. Amazônia, esboço
histórico, geographia physica,
geographia humana e ethnographia
do rio Juruá. Maceió: Off. Graph. Da
Casa Ramalho, 1937. 160p.
FARIAS, C. A Peleja do Zé Jarina e
técnicas de produção de biojóias
em sementes da Amazônia. Rio
Branco: Fundação Elias Mansour,
2005. 43p.
FERREIRA, M. G. R. Jarina, o marfim
vegetal. Internet: http : //
www.cpafro.embrapa.br/ embrapa /
Artigos/jarina.html, 2004. 1p.
Figura 4- (a) Sementes de jarina tingidas em diferentes tonalidades e organizadas
segundo a bandeira do estado do Acre. Oficina Florestar em Rio Branco, Acre; (b) Miniesculturas
executadas em sementes de jarina tipo Acre (Phytelephas macrocarpa),
produzidas pela Florestar e disponíveis em sua loja no Mira Shopping em Rio Branco,
Acre; (c) Colar formado pela combinação de sementes de jarina, em diversas formas e,
ainda, como pingente do mesmo colar, com outras sementes da Amazônia. Casa do
Artesão em Rio Branco, Acre; (d) Biojóias formadas pela combinação de sementes de
jarina tingidas com outras sementes da Amazônia, loja Florestar em Rio Branco, Acre.
(a) (b)
(c)
(d)
FERREIRA, E. L. Manual das palmeiras do Acre, Brasil. Rio Branco: Instituto
Nacional Pesquisas/ Universidade Federal do Acre, 2006. 212p.
HENDERSON. A., GALENO. G., BERNAL, R. Field guide to the palms of the Americas,
3° ed. New Jercey: Princeton University Press, 1995. 236 a 238p. 352p.
LEITE, W. M. Marfim vegetal (Jarina). São Paulo: IBGM, 1993 (Nota Técnica).
Artigo recebido em 16/05/2006 e aprovado em 29/11/2006.
Marcondes Lima da Costa
CG/UFPa e Pesquisador CNPq
E-mail: mlc@ufpa.br
Suyanne Flávia Santos Rodrigues
CG/UFPa e EN/UFPa
E-mail: suyanneflavia@hotmail.com
Helmut Hohn
Autônomo
E-mail: hhohn@zipmail.com.br
Resumo
A palmeira jarina (Phytelephas macrocarpa) é endêmica
da Amazônia, onde se desenvolve sobre antigas
planícies de inundação, cujos sedimentos são constituídos
por quartzo, minerais de argila 2:1 e feldspatos, constituindo
solos férteis e pouco ácidos a neutros. As sementes
dessa palmeira são incluídas entre as gemas orgânicas
raras. Devido a sua cor e brilho, as sementes são
comparadas ao marfim animal, apesar da baixa dureza e
baixa densidade, sendo empregadas na manufatura de
biojóias e artefatos. Esses produtos são bem aceitos comercialmente
devido às sementes serem susceptíveis a
mudança de coloração e outros melhoramentos. Infelizmente,
as jóias não apresentam vida longa, pois as sementes
podem sofrer ataque de microorganismos entre 5
e 10 anos. Se houver uma política adequada para cadeia
produtiva das sementes de jarina, a mesma poderá se
tornar de grande importância para o desenvolvimento da
região Amazônica, ao criar novas oportunidades de trabalho
e agregação de valor aos produtos. No entanto fazse
necessário um especial cuidado para evitar exploração
inadequada das sementes para assegurar a preservação
da espécie.
Palavras-chave: Jarina, Amazônia, marfim-vegetal, sementes,
gema orgânica, Phytelephas macrocarpa, biojóias.
368 REM: R. Esc. Minas, Ouro Preto, 59(4): 367-371, out. dez. 2006
Jarina: o marfim das biojóias da Amazônia
1. Introdução
Jarina é o nome da semente da
palmeira de igual nome, a Phytelephas
macrocarpa (Phyto = planta e elephas =
elefante), encontrada no sudoeste e oeste
da região amazônica, estendendo-se
além das fronteiras brasileiras. Essa semente,
em especial a sua amêndoa, que
há muito tempo chama atenção por suas
propriedades físicas similares às do marfim,
é conhecida há mais de um século
como marfim vegetal, sendo, hoje, considerada
como substituto à altura do marfim
animal. Sobre a produção na Amazônia
ainda no início do século XX assim
reporta Andrade (1937): “O Juruá já attingiu
a exportação de 100.000 kgs,
annualmente. Se o transporte fosse fácil,
a exportação poderia subir a mais
de 1.000.000 kgs. O rio Envira, sobretudo,
é privilegiado em matéria de jarina”.
A jarina, era na época, empregada
no fabrico de botões, tendo sido substituída
pelo plástico logo após seu surgimento.
No Brasil a última fábrica fechou
nos anos 70. A jarina em países vizinhos,
como Peru, Colômbia e Equador, é empregada
na produção de artefatos diversos
e bijuterias, geralmente, bem aceitas
no mercado internacional, por conta do
fino acabamento. A jarina sempre foi apreciada
pelos povos dos barrancos de rios,
devido a sua palha resistente utilizada
em coberturas, seus frutos como alimento
e, quando secos, para o fabrico de
carvão, sendo aplicado nos interiores de
panelas de barro para lubrificá-los, um
precursor do teflon. A palmeira também
fornece palmito.
Nos anos 80, a jarina começou a
ressurgir através de trabalhos de artistas
isolados, no Acre, Amazonas e Rondônia,
a bom exemplo o ourives César
Farias, em Rio Branco, Acre, que começa
a procurar nas sementes e madeiras a
combinação ideal com os metais nobres,
principalmente com a prata. Nos anos
90, o primeiro autor do presente artigo,
participou do programa de implantação
do Pólo Joalheiro do Pará e, após ter organizado
cursos de especialização em
gemologia na UFPa, onde as sementes
em bijuterias, incluindo a jarina, foram
temas de monografias, apresentou e ressaltou
o seu potencial gemológico e apelo
ecológico. Contudo a jarina precisou
de apenas 8 anos para sair de sua aparente
dormência de pouca importância
(a semente apresenta elevada dormência
natural) e retomar o seu lugar, agora
um produto mais nobre, como uma gema
orgânica.
2. A palmeira
A palmeira jarina apresenta a seguinte
taxonomia: Família: Palmae;
Subfamília: Phytelephantoidae; Gênero:
Phytelephas; Espécie: P. macrocarpa
Ruiz & Pavon (Henderson et al., 1995).
Ressalta-se que, tanto o gênero, quanto
à espécie, têm os seguintes sinônimos:
Elephantusia macrocarpa Ruiz &
Pavon, Willd, Phytelephas microcarpa
Ruiz & Pavon, Yarina microcarpa
Ruiz & Pavon, O. F. Cook (Ferreira, 2006).
A Phytelephas macrocarpa tem,
nas terras do Estado do Acre, as seguintes
características botânicas e ecológicas
(Ferreira, 2006):
“Estipe: solitário ou raramente
cespitoso; subterrâneo ou aéreo com até
1,5 m de comprimento levemente inclinado,
com cicatrizes foliares salientes,
coberto com bainhas de folhas persistentes
no ápice, às vezes, envolvidas por
fibras finas. Folhas: 14 a 17; pecíolo e
bainha com 1,4 m de comprimento, a
bainha fibrosa; raque 4,19 a 4,2 de
comprimento; 57 ou 58 pinas lineares
em cada lado da folha, mais ou menos
arranjadas e dispostas em um mesmo
plano. Inflorescência: fortemente dimorfa;
inflorescência estaminada e pistilada
intrafoliar. Flores estaminadas sésseis,
densamente arranjadas na raque;
sépalas e pétalas reduzidas em obscuras
bractéolas. Frutos: com até 9 cm de
comprimento, formando uma massa
mais ou menos globosa no ápice da raque;
4 a 6 vezes angulosos- obdeltóide,
com a superfície apical lenhosa. Sementes:
várias por fruto” .
A jarina (Figura 1.a) é uma palmeira
de porte pequeno, alcançando até 5 metros
de altura, acaule ou de caule curto,
tronco grosso com numerosas raízes
adventícias e flores de forte perfume (Ferreira,
2004). Produz cachos (Figura 1.b)
de frutos drupáceos (Figura 1.c), que
contêm até 9 sementes (Figura 1.d). O
crescimento da palmeira jarina é lento e
uma árvore que apresente tronco de dois
metros de altura tem pelo menos de 35 a
40 anos de idade. É comum encontrar
indivíduos com mais de 100 anos de idade.
É possível que os exemplares da Praça
Plácido de Castro, em Rio Branco, no
Estado do Acre, com tronco acima de
1 m tenham mais de 30 anos. Segundo
Ferreira (2004), a germinação ocorre em 3
ou 4 anos, no entanto, em cultivo de
quintal, na cidade de Rio Branco, Acre,
observou-se que a semente germinou em
um ano. A frutificação ocorre a partir do
sétimo ano (Ferreira, 2004), porém, no experimento
de quintal mencionado anteriormente,
esta ocorreu a partir do quinto
ano.
2.1 Distribuição geográfica e
ambiente geológico
A palmeira jarina é endêmica do
sudoeste e oeste da Amazônia. No Brasil
é encontrada nos Estados de Rondônia,
Acre e Amazonas e, também, na Bolívia,
Peru, Colômbia e no Equador, chegando
à América Central (Figura 2). Em
terras brasileiras, a jarina desenvolve-se
espontaneamente nas planícies de inundação,
principalmente nas mais antigas,
nos vales dos rios de água branca, destacando-
se os rios Purus, Juruá e seus
afluentes. Formam verdadeiro gregarismo,
conhecido como jarinal. As planícies
são formadas por sedimentos siltoargilosos,
constituídos, além de quartzo,
por minerais de argila 2:1 (esmectitas,
illitas e micas brancas) e feldspatos. São
sedimentos ricos em SiO2 e Al2O3, contendo,
ainda, valores significativos de
K2O, MgO e CaO. São pouco ácidos e
relativamente férteis (Almeida, 2005).
Também se desenvolvem ao longo de
encostas de vales úmidos. São solos do
tipo argissolos e cambissolos eutróficos.
A jarina é uma palmeira umbrófila e, nessas
planícies, está associada com o mulateiro,
Calycolphylum spruceanum, típico
desse ambiente, e bambus, entre outras
espécies arbóreas e de palmae.
REM: R. Esc. Minas, Ouro Preto, 59(4): 367-371, out. dez. 2006 369
Marcondes Lima da Costa et al.
3. A semente e a
amêndoa: o marfim
vegetal
A palmeira frutifica uma vez ao ano,
desenvolvendo de 6 a 8 cachos, que atingem
o tamanho de uma cabeça humana
adulta e chegam a pesar 10 kg. Os cachos
de jarina tipo Acre são formados
por até 9 frutos ou ouriços, os quais contêm
em média 3 a 4 sementes. A semente
tem um tegumento (casca) composto por
três camadas, sendo a mais interior fortemente
fixada à amêndoa e, em geral,
preservada pelos artesãos, pois permite
desenvolver belos trabalhos. A semente
com casca tem forma triangulóide, com
as três faces angulosas-obdeltóides,
com superfície apical abaulada. A amêndoa
guarda essa morfologia, embora tenda
a apresentar um maior arredondamento.
O núcleo normalmente é oco. O comprimento
varia de 48,5 a 80 mm, a largura
maior de 43 a 87,7 mm e a menor de 38,7 a
83 mm. A massa oscila entre 10 e 20 g,
normalmente de 14 a 18 g, e a perda de
massa por desidratação é de 1 a 4,5 %.
Quando sem casca, as sementes pesam
de 10 a 14 g. A perda de massa por desidratação
não causa danos, como retração
e fissuramento, na amêndoa.
Figura 1 - (a) Palmeira jarina localizada na Praça Plácido de Castro no centro de Rio Branco, Acre; (b) Cacho de frutos da palmeira
jarina; (c) Frutos da palmeira jarina; (d) Sementes da palmeira jarina ainda com a casca mais externa.
(a) (b)
(c)
(d)
Figura 2 - Distribuição geográfica (área
cinza-escura) da palmeira jarina
(Phytelephas macrocarpa) na América do
Sul: Peru, Bolívia e Brasil (Acre, Amazonas
e Rondônia). A área pontilhada indica a
ocorrência mais restrita, zona da borda
da cordilheira andina e com características
distintas daquelas encontradas no Brasil.
Modificado de Henderson et al. (1995).
Na jarina, o embrião ou amêndoa
ocupa, praticamente, todo o interior da
semente, que é um albúmen (endosperma)
córneo, de constituição hemicelulose
(polímero de pentoses), geralmente
encontrada na terceira camada celular do
endosperma. A cavidade central é irregular,
ligeiramente trapezoedróide (Figura
3.a). Essa retração fica restrita a parte
interior da amêndoa. A massa da semente
madura (endosperma) é de cor branca
com brilho característico muito semelhante
ao marfim obtido de animais. A
amêndoa é conhecida, internacionalmente,
como ivory nut (inglês), tagua nut ou
tagua (em áreas de influência norte-americanas),
corozo (em áreas de influência
britânicas), Steinnuss (alemão), binroji
(japonês) e coquilla, nuez de tagua ou
yarina (espanhol).
3.1 Características físicas e
químicas
A amêndoa tem a cor branca marfínica,
leitosa, o brilho sedoso do marfim,
a dureza mediana (2,5 na escala de
Mohs), igual índice de refração (1,54),
densidade (1,43), no entanto mais baixa,
quando comparada ao marfim de origem
animal, não quebradiça, mas sensível ao
calor e a certos fungos e insetos, principalmente
a partir da cavidade central. Ao
contrário do marfim animal deixa-se tingir
facilmente. É formada de celulose (um
carboidrato muito resistente, C6H10O5),
segundo Leite (1993). É amorfa, enquanto
o marfim animal é constituído por fosfatos
e carbonatos de cálcio e magnésio,
parcialmente cristalinos. Fluoresce levemente
em tom azul-violáceo (Leite,1993).
370 REM: R. Esc. Minas, Ouro Preto, 59(4): 367-371, out. dez. 2006
Jarina: o marfim das biojóias da Amazônia
A amêndoa é formada por finas camadas
concêntricas (Figura 3.a) interrompidas
apenas na região de influência do
hilo. São camadas submilimétricas (Figura
3.b), alternando quase maciças com
fibras, mais espessas. No todo, a amêndoa
é fibro-radial e as fibras são perfeitamente
delineáveis em imagens de MEV.
Embora a amêndoa seja amorfa à difração
de raios X, apresenta cristalitos de
aluminossilicatos de Ca-K identificados
por MEV/SED. A semente, no geral, tem
SiO2 como o principal componente inorgânico,
com vestígios de P (Tabela 1).
4. Beneficiamento e
principais produtos
A coleta é feita na mata, no período
de janeiro a junho, tanto do chão ou pela
retirada dos cachos. O beneficiamento
consiste de secagem da semente ao sol
ou mesmo em estufa. Em seguida, faz-se
o lixamento para remoção da casca interna,
conforme o desejo do cliente, e, posteriormente,
o polimento.
Da mesma forma, como muitos minerais-
gemas e gemas orgânicas, a amêndoa
de jarina, já incluída como gema orgânica,
deixa-se modificar, principalmente,
em sua coloração, através de tingimento
com corantes sintéticos e naturais
(Farias, 2005), de cozimento e/ou
imersão em óleos e através da ação térmica,
como pirógrafo e aquecimento, e,
ainda, através de amadurecimento controlado
e envelhecimento, graças a sua
microporosidade. As tonalidades obtidas
não mascaram a natureza marfínica
da jarina e têm tido grande aceitação do
público consumidor. Para o uso em biojóias,
além dos melhoramentos citados
anteriormente, normalmente as sementes
são furadas e também são formatadas
em fatias (slabs), cascalho e canutilhos
ou tubinhos.
A amêndoa da jarina tem encontrado
ampla aplicação em biojóias, miniesculturas
e adereços em geral (Figura 4),
sendo a mais expressiva, atualmente, as
biojóias (colares, pulseiras, brincos e
anéis). Ela é combinada com outras sementes
como açaí, paxiúba e paxiubinha,
Tabela 1 - Resultados de análises químicas (% em peso) efetuadas em semente de
jarina. As análises químicas foram efetuadas por via úmida (gravimetria, EDTA e
espectrocolorimetria) nos laboratórios do Centro de Geociências/UFPA.
Figura 3 - (a) Interior de uma amêndoa de jarina mostrando as camadas concêntricas
e com feições fibro-radiais; (b) Detalhe das camadas concêntricas e fibro-radiais.
Imagem obtida com microscópio óptico.
(a) (b)
madeiras e, mais recentemente, com prata
e ouro (Farias, 2005). A combinação
com minerais tem tido sucesso, mesmo
sabendo da sobrevida mais curta da semente,
variando entre 5 e 10 anos, em
relação à sobrevida do mineral, que pode
atingir milhões de anos. No Equador e
em outros países vizinhos e da América
Central, a jarina é empregada, principalmente,
em miniesculturas, retratando animais
da fauna regional. São trabalhos
com grande aceitação no mercado internacional.
No Brasil, as biojóias estão
sendo produzidas, principalmente, nos
Estados do Pará (Pólo Joalheiro), Amazonas
(ofertada em shopping centers e
no aeroporto internacional) e Acre, onde
o mercado, nos últimos anos, vem se desenvolvendo
rapidamente.
5. Conclusões
A jarina deve ser vista como uma
gema orgânica, genuinamente da região
Amazônica, estendendo-se além das
fronteiras brasileiras. Seria rara, como são
as gemas inorgânicas e mesmo orgânicas,
mas tão-somente por ser apenas típica
de uma única região, o sudoeste da
Amazônia, a sua única “jazida”. No entanto,
a jarina pode ser cultivada, correspondendo
no mundo de gemas minerais
como uma “gema sintetizada”.
Suas jóias são bonitas e com preços
acessíveis, mas, infelizmente, não têm
vida longa.
A natureza endêmica da jarina mostra
sua forte relação com as planícies de
inundação de rios de água branca do
sudoeste da Amazônia (Estados do Acre
e Amazonas), as quais são formadas por
sedimentos fluviais imaturos e férteis.
A cadeia produtiva é grande e a
agregação de valor é enorme, pois uma
semente coletada sai no campo ao custo
de R$ 0,02 e um pequeno chaveiro entalhado
em uma única semente é comercializado,
em Rio Branco, a R$ 17,00, ou
seja, um fator de agregação de valor superior
a 500 vezes.
A jarina é, provavelmente, a semente
mais nobre da Amazônia para uso em
biojóias. Sua exploração se enquadra na
política de desenvolvimento sustentável,
entra como um substituto adequado
REM: R. Esc. Minas, Ouro Preto, 59(4): 367-371, out. dez. 2006 371
Marcondes Lima da Costa et al.
ao marfim animal, podendo vir a coibir o
comércio desses materiais. No entanto a
exploração em larga escala da semente
da jarina, sem um acompanhamento de
manejo e mesmo de cultivo, pode trazer
danos incalculáveis à reprodução e continuidade
dos jarinais, cujo ambiente
geológico é muito efêmero, restrito e frágil.
Uma política de incentivos para o
desenvolvimento de novos produtos, de
conservação (longevidade) da jarina, e
de combinação desta com pedras e gemas,
poderá criar uma cadeia produtiva
de alta qualidade e grande diferencial
humano e de design, criando e projetando
uma verdadeira atividade nobre na
Amazônia.
6. Agradecimentos
Ao Basa pelo primeiro apoio financeiro,
a Florestar (Família Profetto), a
Comuflor, a NaturArte de Socorro Freias
e a César Farias.
7. Referências
bibliográficas
ALMEIDA, H. D. F. Mineralogia,
geoquímica, fertilidade e origem
dos sedimentos de praia (Barra em
Pontal) das bacias dos rios Purus e
Juruá no estado do Acre. Belém:
Centro de Geociências/ Universidade
Federal do Pará, 2005.153p.
(Dissertação de Mestrado).
ANDRADE, O. Amazônia, esboço
histórico, geographia physica,
geographia humana e ethnographia
do rio Juruá. Maceió: Off. Graph. Da
Casa Ramalho, 1937. 160p.
FARIAS, C. A Peleja do Zé Jarina e
técnicas de produção de biojóias
em sementes da Amazônia. Rio
Branco: Fundação Elias Mansour,
2005. 43p.
FERREIRA, M. G. R. Jarina, o marfim
vegetal. Internet: http : //
www.cpafro.embrapa.br/ embrapa /
Artigos/jarina.html, 2004. 1p.
Figura 4- (a) Sementes de jarina tingidas em diferentes tonalidades e organizadas
segundo a bandeira do estado do Acre. Oficina Florestar em Rio Branco, Acre; (b) Miniesculturas
executadas em sementes de jarina tipo Acre (Phytelephas macrocarpa),
produzidas pela Florestar e disponíveis em sua loja no Mira Shopping em Rio Branco,
Acre; (c) Colar formado pela combinação de sementes de jarina, em diversas formas e,
ainda, como pingente do mesmo colar, com outras sementes da Amazônia. Casa do
Artesão em Rio Branco, Acre; (d) Biojóias formadas pela combinação de sementes de
jarina tingidas com outras sementes da Amazônia, loja Florestar em Rio Branco, Acre.
(a) (b)
(c)
(d)
FERREIRA, E. L. Manual das palmeiras do Acre, Brasil. Rio Branco: Instituto
Nacional Pesquisas/ Universidade Federal do Acre, 2006. 212p.
HENDERSON. A., GALENO. G., BERNAL, R. Field guide to the palms of the Americas,
3° ed. New Jercey: Princeton University Press, 1995. 236 a 238p. 352p.
LEITE, W. M. Marfim vegetal (Jarina). São Paulo: IBGM, 1993 (Nota Técnica).
Artigo recebido em 16/05/2006 e aprovado em 29/11/2006.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Comentário Efetuado
Alex , olá !
Já que tocou no assunto ( adicional de insalubridade ) pegue essa bandeira : isentar o adicional ( de risco , de insalubridade , de perigulosidade etc ) da incidência de imposto de renda !
Pois aí está o assunto ! A Justiça aboliu do imposto de renda o valor que o trabalhador ganha quando vende um terço de suas férias , por considerarem este valor uma forma de idenização (não é mais considerado remuneração, portanto não mais incide o imposto de renda ! ) .
Abraços à todos !
Somel Serip .
somelserip@gmail.com
Já que tocou no assunto ( adicional de insalubridade ) pegue essa bandeira : isentar o adicional ( de risco , de insalubridade , de perigulosidade etc ) da incidência de imposto de renda !
Pois aí está o assunto ! A Justiça aboliu do imposto de renda o valor que o trabalhador ganha quando vende um terço de suas férias , por considerarem este valor uma forma de idenização (não é mais considerado remuneração, portanto não mais incide o imposto de renda ! ) .
Abraços à todos !
Somel Serip .
somelserip@gmail.com
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Crítica ao Jornal Nacional ( G1 )
Nos últimos trinta anos de serviço, sempre vendi um terço das férias ! É a maneira para minorar os meus problemas financeiros ! Se estivéssemos num país sério, a receita federal calcularia o somatório dos descontos irregulares ocorridos nos últimos cinco anos e devolveria o total através de depósito bancário, do mesmo modo que procede com a devolução do imposto de renda !
Se não pode incidir imposto sobre o valor da venda de um terço das férias, por considerarem que trata-se de indenização e não remuneração, então também não pode incidir imposto sobre o valor recebido como adicional de risco, concordam ?
Peço que argumentem isto com algum graduado do IR que venha ser entrevistado.
Agradecido pela atenção a minha mensagem,
Somel Serip .
somelserip@gmail.com
Se não pode incidir imposto sobre o valor da venda de um terço das férias, por considerarem que trata-se de indenização e não remuneração, então também não pode incidir imposto sobre o valor recebido como adicional de risco, concordam ?
Peço que argumentem isto com algum graduado do IR que venha ser entrevistado.
Agradecido pela atenção a minha mensagem,
Somel Serip .
somelserip@gmail.com
sábado, 13 de dezembro de 2008
Moringa ( Globo Rural )
LABORATÓRIO AO AR LIVRE
Um dia em uma casa de Uberlândia, Minas Gerais, começa com uma sinfonia de bichos. Aves e micos são vizinhos famintos que aparecem para mais um banquete. Um imenso pomar no coração do Brasil é a chácara de um dos maiores especialistas em alimentos do país: doutor Warwick Estevam Kerr.
Sessenta e nove espécies de plantas e frutas vingaram no solo fértil deste enorme laboratório ao ar livre. A experiência mais recente do nosso supercientista promete ser o fim de muitas espetadas. Vem aí o pequi sem espinho.
"É o único pé no mundo", afirma o agrônomo, que encontrou a árvore rara numa expedição ao sul do Pará. Levou só um galho para Minas Gerais, e dele retira cascas que são coladas nos pés da outra fruta, que tem espinho. Vinte e três mudas já pegaram. É o início da primeira safra.
"Eu espero que dentro de oito a dez anos a gente tenha de 5 a 10 mil pés desse pequi. É um avanço grande, porque somos o povo que mais come pequi no mundo. Mesmo quem gosta do sabor não gosta de ser espetado. O pequi vai se transformar numa fruta de mercado", ressalta doutor Kerr.
Moringa: fonte de vitamina A
Talvez tão popular quanto à moringa, a árvore que é o xodó do cientista. Uma preciosidade riquíssima em vitamina A. "Surgiu na África, foi para a Europa e, em seguida, para os Estados Unidos e para a Ásia. Dos Estados Unidos passou para o Brasil", conta doutor Kerr.
Presente de um amigo americano. "Veio dentro de uma carta. Tinha oito manchas de óleo, mas eram oito sementes. Eu plantei, e as oito nasceram", lembra o pesquisador. Depois viraram dezenas, centenas, milhares de pés. Replantando a espécie, o pesquisador fez das folhas vitaminadas remédio para crianças.
"A gente conseguiu passar a moringa para o Norte e o Nordeste do Brasil, com cerca de um milhão de sementes plantadas mano a mano por um grupinho. Fizemos um teste numa escola da Amazônia onde nenhum aluno conseguia enxergar o quadro negro. E deu certo, de um dia para o outro, porque a moringa tem betacaroteno, que são duas moléculas de vitamina A. Não tem gosto bom, mas não tem gosto ruim. E o beneficio é muito grande", ressalta doutor Kerr. Segundo o pesquisador, o ideal é que uma pessoa coma o equivalente a um punhado de folhas duas vezes por semana.
Cem mil mudas de moringa são doadas todo ano pelo cientista. Os primeiros pés foram plantados nas creches, escolas, quintais das casas, mas principalmente nas ruas de um bairro de Uberlândia. Numa esquina, por exemplo, tem uma. Em menos de um ano a árvore fica com cerca de três metros de altura e cheia de folhas à disposição de qualquer um. Segundo o professor Kerr, um pé é suficiente para até dez famílias, ou seja, basta uma muda em cada quarteirão.
Pelo menos duas vezes por mês, a dona de casa Maria Aparecida Moraes Pires vai até o canteiro mais próximo e enche as mãos. "As espécies que encontramos aqui foram os próprios moradores que plantaram nos canteiros. Estamos pleiteando distribuir essa idéia para mais moradores. Tem gente que passa aqui e não sabe o que essa árvore significa", diz ela.
A merendeira Eleusa Maria dos Santos preferiu plantar a árvore no quintal de casa. "Nós tínhamos problemas de pele, sistema imunológico descontrolado, queda de cabelos. Hoje eu percebi pela minha própria família que isso acabou e que a gente não tem mais problemas com farmácia. A moringa se tornou nosso grande remédio", conta ela.
A moringa produz folhas o ano todo. Solidários, os vizinhos doam o excesso de produção para a Pastoral da Criança. No suco, no bolo ou no arroz, moringa cai bem em muitas receitas. "Com a moringa, a gente consegue fazer omelete, enriquecer bolos, geléia de beterraba, sopas e mingaus. Existe uma variedade de receitas. Dá um gostinho um pouco amostardado, mas fica muito bom", elogia a professora Divina de Moraes Dias.
Tão bom que as crianças de uma creche agora limpam o prato. Tanto apetite mexeu com os ponteiros da balança. "Deu 12,1 kg, está dentro do peso normal para a idade dela", avaliou uma voluntária da Pastoral. "No mês anterior ela estava com 11,99 kg, e mesmo doente conseguiu ganhar esses gramas".
Aos 6 anos, Andressa, antes desnutrida, fez uma última avaliação. Está com quase 20 quilos. Não precisa mais de acompanhamento. Vitória que a mãe atribui aos incríveis poderes da moringa.
"Ela é forte, tem muita vitamina. Para dar resultado, temos que utilizá-la sempre. Ela era bem miudinha, cabia na palma da minha mão", lembra a dona de casa Carlequiane Dias.
Para nosso superpesquisador, não há satisfação maior do que salvar a vida desses brasileirinhos. "Fico satisfeito, é minha obrigação. Várias coisas tenho feito por me sentir obrigado a devolver ao povo brasileiro a educação gratuita que tive na Universidade de São Paulo. Esse povo é bom demais. Tem gente que não quer fazer nada por ele. Eu quero", conclui doutor Kerr.
Produção de Biocombustíveis
Debate
Na sua opinião, o uso de grãos para a produção de biocombustíveis é uma ameaça à alimentação?
Pergunto ao Leitor : qual a opção preferida , se deslocar num automóvel sem ter o que comer ou se deslocar à pé bem alimentado ?
Na sua opinião, o uso de grãos para a produção de biocombustíveis é uma ameaça à alimentação?
Pergunto ao Leitor : qual a opção preferida , se deslocar num automóvel sem ter o que comer ou se deslocar à pé bem alimentado ?
Creio que 10% do comércio internacional das commodities agrícolas tem que ser disponibilizados aos povos que estão no limite de sobrevivência!
Particularmente , sou à favor da policultura como opção à produção agrícola com menos impacto ao meio-ambiente।
Por que não priorizar a reciclagem dos 50 milhões de óleo vegetal que são consumidos mensalmente na culinária brasileira ?
Abraços à todos !
Opinião enviada por Somel Serip em : http://globoruraltv.globo.com/TVGlobo/Jornalismo/Telejornais/globorural/CDA/tvg_trn_globorural_debate/1,28088,,00.html
Particularmente , sou à favor da policultura como opção à produção agrícola com menos impacto ao meio-ambiente।
Por que não priorizar a reciclagem dos 50 milhões de óleo vegetal que são consumidos mensalmente na culinária brasileira ?
Abraços à todos !
Opinião enviada por Somel Serip em : http://globoruraltv.globo.com/TVGlobo/Jornalismo/Telejornais/globorural/CDA/tvg_trn_globorural_debate/1,28088,,00.html
Araucária
Araucária
Elaboração: Prof. Dr. Chukichi Kurozawa (engenheiro agrônomo)
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM838054-7823-ABC+DO+GLOBO+RURAL+ARAUCARIA,00.htmlNome científico: Araucária angustifólia (sinônimo - Araucária brasiliensis, A. brasiliana)
Família: Araucariáceas
Nome comum: pinheiro-do-paraná, pinheiro-brasileiro, pinho-brasileiro, brazilian pine (inglês)
Origem: Brasil
Descrição e característica da planta: árvore com tronco reto, quase cilíndrico, casca grossa de até 10 centímetros de espessura, 10 a 35 metros de altura e 0,50 a 1,20 metro de diâmetro. A copa da árvore tem formato piramidal, em plantas jovens, e de taça, nas adultas. As acículas (folhas) são simples, alternas, espiraladas, lineares e lanceoladas, coriáceas, com 6 centímetros de comprimento por1 centímetro de largura e perenes. Plantas dióicas, isto é, têm plantas que produzem flores masculinas e plantas com flores femininas. As flores masculinas são cilíndricas, alongadas, contêm escamas coriáceas e são produzidas nas extremidades dos ramos mais jovens. As flores femininas, conhecidas popularmente como pinha, têm 10 a 20 centímetros de comprimento por 2 a 5 centímetros de diâmetro e são produzidas diretamente nos ramos primários que saem do tronco da árvore.. O vento é o principal responsável pela polinização das flores e, até o amadurecimento da pinha contendo sementes, pode demorar 2 anos. O período da produção de sementes varia um pouco em função das regiões : de março a setembro, no estado do Paraná; de abril a julho, nos estados de São Paulo e Santa Catarina e de abril a agosto, no Rio Grande do Sul. As plantas crescem e produzem bem em condições de temperatura amena a fria, tolera até -5º C, com boa disponibilidade de água no solo e boa fertilidade do solo. A propagação é feita por sementes. As sementes devem ser plantadas logo após a colheita, porque a sua capacidade de germinação diminui e pode perder completamente em torno de 120 dias depois. Para quebrar a dormência e melhorar a germinação das sementes, recomenda-se colocá-las imersas na água em temperatura ambiente por 24 horas e depois plantá-las. O plantio no campo pode ser por sementes e por mudas, obtidas em viveiros.
Produção e produtividade: a Araucária angustifolia ocupou, no passado, antes da devastação, 200.000 Km² no Brasil, distribuídos nos estados: do Paraná, 80.000 Km², de Santa Catarina, 62.000 Km², do Rio Grande do Sul, 50.000 Km², em manchas esparsas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e do Espírito Santo, que, juntas, não ultrapassavam 4% dessa área originalmente ocupada. Hoje, restam cerca de 4% das florestas originais. As plantas femininas produzem em média 40 pinhas por ano e cada pinha madura pode pesar até 5 quilos e conter, em média, 80 a 120 sementes. A produção de sementes ocorre 10 a 20 anos após a semeadura e depois continua por mais de 200 anos. Quando maduras, as sementes caem no chão.
Utilidade: as sementes contêm aminoácidos e 57% de amido. São consumidos como alimento, pelos animais e pelo homem. Entre os animais destacam-se: cutias, pacas, ouriços, camundongos, esquilos, papagaio-de-peito-roxo, gralha-picaça, gralha-azul e tucanos. A madeira é branco-amarelada, com textura fina, macia e de fácil trabalho em construções civis. A madeira tem múltiplos usos: caixotaria, moveleira, laminados, tábuas para forro, ripas, caibros, lápis, carpintaria, palitos de fósforo, marcenaria, compensados, pranchas, postes e artesanatos. As cascas e os nós (porção do cerne) são usados como lenha e no artesanato. Hoje, existe uma lei que proíbe o corte do pinheiro-do-paraná, por se uma planta nativa do Brasil, a menos que tenham sido plantadas e documentadas junto aos órgãos competentes na época do seu plantio. A planta pode ser usada nos reflorestamentos comerciais e na arborização de parques, pois a arquitetura da planta é bonita e diferente de todas outras plantas. O seu plantio não é recomendado em jardins, praças e vias públicas, porque os ramos primários (galhos laterais que saem do tronco) crescem muito e podem causar danos nos veículos e acidentes nos transeuntes.
Elaboração: Prof. Dr. Chukichi Kurozawa (engenheiro agrônomo)
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM838054-7823-ABC+DO+GLOBO+RURAL+ARAUCARIA,00.htmlNome científico: Araucária angustifólia (sinônimo - Araucária brasiliensis, A. brasiliana)
Família: Araucariáceas
Nome comum: pinheiro-do-paraná, pinheiro-brasileiro, pinho-brasileiro, brazilian pine (inglês)
Origem: Brasil
Descrição e característica da planta: árvore com tronco reto, quase cilíndrico, casca grossa de até 10 centímetros de espessura, 10 a 35 metros de altura e 0,50 a 1,20 metro de diâmetro. A copa da árvore tem formato piramidal, em plantas jovens, e de taça, nas adultas. As acículas (folhas) são simples, alternas, espiraladas, lineares e lanceoladas, coriáceas, com 6 centímetros de comprimento por1 centímetro de largura e perenes. Plantas dióicas, isto é, têm plantas que produzem flores masculinas e plantas com flores femininas. As flores masculinas são cilíndricas, alongadas, contêm escamas coriáceas e são produzidas nas extremidades dos ramos mais jovens. As flores femininas, conhecidas popularmente como pinha, têm 10 a 20 centímetros de comprimento por 2 a 5 centímetros de diâmetro e são produzidas diretamente nos ramos primários que saem do tronco da árvore.. O vento é o principal responsável pela polinização das flores e, até o amadurecimento da pinha contendo sementes, pode demorar 2 anos. O período da produção de sementes varia um pouco em função das regiões : de março a setembro, no estado do Paraná; de abril a julho, nos estados de São Paulo e Santa Catarina e de abril a agosto, no Rio Grande do Sul. As plantas crescem e produzem bem em condições de temperatura amena a fria, tolera até -5º C, com boa disponibilidade de água no solo e boa fertilidade do solo. A propagação é feita por sementes. As sementes devem ser plantadas logo após a colheita, porque a sua capacidade de germinação diminui e pode perder completamente em torno de 120 dias depois. Para quebrar a dormência e melhorar a germinação das sementes, recomenda-se colocá-las imersas na água em temperatura ambiente por 24 horas e depois plantá-las. O plantio no campo pode ser por sementes e por mudas, obtidas em viveiros.
Produção e produtividade: a Araucária angustifolia ocupou, no passado, antes da devastação, 200.000 Km² no Brasil, distribuídos nos estados: do Paraná, 80.000 Km², de Santa Catarina, 62.000 Km², do Rio Grande do Sul, 50.000 Km², em manchas esparsas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e do Espírito Santo, que, juntas, não ultrapassavam 4% dessa área originalmente ocupada. Hoje, restam cerca de 4% das florestas originais. As plantas femininas produzem em média 40 pinhas por ano e cada pinha madura pode pesar até 5 quilos e conter, em média, 80 a 120 sementes. A produção de sementes ocorre 10 a 20 anos após a semeadura e depois continua por mais de 200 anos. Quando maduras, as sementes caem no chão.
Utilidade: as sementes contêm aminoácidos e 57% de amido. São consumidos como alimento, pelos animais e pelo homem. Entre os animais destacam-se: cutias, pacas, ouriços, camundongos, esquilos, papagaio-de-peito-roxo, gralha-picaça, gralha-azul e tucanos. A madeira é branco-amarelada, com textura fina, macia e de fácil trabalho em construções civis. A madeira tem múltiplos usos: caixotaria, moveleira, laminados, tábuas para forro, ripas, caibros, lápis, carpintaria, palitos de fósforo, marcenaria, compensados, pranchas, postes e artesanatos. As cascas e os nós (porção do cerne) são usados como lenha e no artesanato. Hoje, existe uma lei que proíbe o corte do pinheiro-do-paraná, por se uma planta nativa do Brasil, a menos que tenham sido plantadas e documentadas junto aos órgãos competentes na época do seu plantio. A planta pode ser usada nos reflorestamentos comerciais e na arborização de parques, pois a arquitetura da planta é bonita e diferente de todas outras plantas. O seu plantio não é recomendado em jardins, praças e vias públicas, porque os ramos primários (galhos laterais que saem do tronco) crescem muito e podem causar danos nos veículos e acidentes nos transeuntes.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Comentário G1
Moro no bairro Carioca ( São Cristóvão ) onde está o antigo Observatório Nacional , hoje Museu de Astrologia e Ciências Afins , que tem acesso GRATUÍTO , só que as visitações com observações nos telescópios existentes são muito escassas por duas principais razões : ocorrência de eventuais nebulosidades e dias de observação não contínuos ( só três dias na semana ) .
Já que o antigo setor de pesquisas astronômicas foi transferido para uma região mais apropriada , por ser menos afetada por poluição luminosa , o povo poderia receber do Governo Federal maior atenção no que se refere à educação e ao fomento da iniciação científica , ao instituir visitações diariamente , no mínimo das 17:00hs às 22:00hs , de modo ininterrupto , incluindo domingos e feriados , sendo que nas ocorrências de eventos astronômicos raros ( cometas , conjunções , eclipses etc ) a visitação adentraria na madrugada para possibilitar ampla participação do população interessada em visualizar tais fenômenos !
Como crítica , essa conjunção da Lua com Júpiter e Vênus teria que ter sido antecipadamente e amplamente divulgada , inclusive possibilitando visitações com observações telescópicas .
Graças à Deus e por saber que os planetas , diferentemente das estrelas , não nos cintilam , ao estar num bar , na rua São Januário , pude visualizar este fenômeno que só se repetirá daqui à 50 anos ! Inclusive pude mostra-lo aos três mais conhecidos que lá estivam presentes .
Peço encarecidamente o envio desta imagem para que eu a tenha como recordação ( somelserip@gmail.com ) .
Grato pela atenção dispensada ,
Somel Serip .
Já que o antigo setor de pesquisas astronômicas foi transferido para uma região mais apropriada , por ser menos afetada por poluição luminosa , o povo poderia receber do Governo Federal maior atenção no que se refere à educação e ao fomento da iniciação científica , ao instituir visitações diariamente , no mínimo das 17:00hs às 22:00hs , de modo ininterrupto , incluindo domingos e feriados , sendo que nas ocorrências de eventos astronômicos raros ( cometas , conjunções , eclipses etc ) a visitação adentraria na madrugada para possibilitar ampla participação do população interessada em visualizar tais fenômenos !
Como crítica , essa conjunção da Lua com Júpiter e Vênus teria que ter sido antecipadamente e amplamente divulgada , inclusive possibilitando visitações com observações telescópicas .
Graças à Deus e por saber que os planetas , diferentemente das estrelas , não nos cintilam , ao estar num bar , na rua São Januário , pude visualizar este fenômeno que só se repetirá daqui à 50 anos ! Inclusive pude mostra-lo aos três mais conhecidos que lá estivam presentes .
Peço encarecidamente o envio desta imagem para que eu a tenha como recordação ( somelserip@gmail.com ) .
Grato pela atenção dispensada ,
Somel Serip .
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Method of manufacturing piezoelectric ceramics
The present invention provides piezoelectric ceramics having a thickness of 100 μm or less, surface flatness of 20 μm or less and maximum surface uneveness of 3 μm or less in arbitrary surface region, wherein in-plane variation in dielectric constant is 5% or less of an average dielectric constant. The piezoelectric ceramics are applied to an actuator used for a painting head because of small surface flatness and less in-plane variation in piezoelectric constant.
( United States Patent 7244389 )
( United States Patent 7244389 )
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Equipamentos e Sistemas de Limpeza por Ultra-som
Autor : CTA - Centro de Tecnologia Avançada Ind. e Com. Ltda.
1- O que é Ultra-Som?
O som pode ser definido simplesmente como uma vibração. Todos os sons são produzidos por coisas que vibram e todas as coisas que vibram geram um som, sendo que, o nível de uma vibração determina o seu alcance. O nível mais baixo de vibração tem um alcance mais baixo e o nível mais alto tem um alcance mais alto. Portanto, o alcance está diretamente ligado a taxa de vibração. Quando esta taxa de vibração, ou ciclo, é expressada por unidade de tempo (segundos), é chamada de frequência. Geralmente a freqüência é expressada em Hertz (Hz) que é o número de ciclos por segundo, por exemplo: 1Hz = 1 ciclo por segundo. A maior parte dos homens podem ouvir sons de 10Hz a 16.000 Hz (16 Khz), porém algumas mulheres podem ouvir até 19.000Hz (19 Khz), portanto, sons que ultrapassem esta taxa de frequência não podem ser ouvidos pelo ouvido humano. Por este fato, que frequências acima de 20.000 Hz (20 KHz) são chamadas de Ultra-Som. Enquanto frequências acima de 20.000 Hz (20 KHz) não são usadas para comunicação oral entre seres humanos, são usadas em uma vasta aplicação de usos que facilitam a vida dos homens. Como exemplo podemos citar a fabricação de Sonares, Detectores de cardumes de peixe, Máquinas para localização de trincas em peças metálicas, Equipamentos de Solda em termoplásticos e metais, Separadores de Células, Equipamentos de Limpeza por Ultra-Som e mais uma infinidade de aplicações, sendo que o enfoque principal neste caso é voltado para a vasta aplicação dos Equipamentos de Limpeza por Ultra-Som (Ultrasonic Cleaners), valendo a pena ressaltar, que é uma das áreas em que mais se aplica Ultra-Som Industrial. Grande parte das indústrias e empresas prestadoras de serviços tem a necessidade de altos níveis de limpeza, com baixo custo, isento de riscos a saúde humana, qualidade e sem gerar agressão ao meio ambiente. Limpeza por Ultra-Som é frequentemente a resposta para todas estas necessidades!
2- Como surgiu a limpeza por Ultra-Som?
Pesquisas informam que foi durante a Segunda Guerra Mundial, de forma acidental um objeto emissor de sons em alta freqüência foi introduzido na água, causando a formação de bolhas que foram chamadas de cavitação. Mais tarde, foi observado com clareza, que a Cavitação gerada em um líquido por uma vibração em alta freqüência, é a formação imediata de milhões de bolhas minúsculas (ou cavidades)que entram em colapso quando encontram um obstáculo dentro do líquido.
3- O que é basicamente a “Limpeza por Ultra-Som” (Ultrasonic Cleaner)?
Basicamente, a limpeza por Ultra-Som, consiste na transformação de energia elétrica em energia mecânica, provocando dentro de uma solução líquida um fenômeno chamado de cavitação. Os equipamentos de limpeza por Ultra-Som, de um modo geral, são compostos de um circuito de potência, um transdutor piezoeléctrico e um recipiente aonde irá conter a solução. A principal particularidade deste tipo de técnica de limpeza é que a cavitação remove a sujeira de maneira homogênea e aonde o acesso humano seria impossível.
4- O que é um Transdutor Piezoeléctrico?
O Transdutor Piezoeléctrico é o componente responsável em transformar a energia elétrica, através de vibração, em energia mecânica. O Transdutor tem como componente principal de sua montagem, a cerâmica piezoeléctrica, que é um componente que apresenta variações em suas dimensões quando se aplica a ele um campo elétrico. Este fenômeno é chamado de piezoeletricidade e os materiais que o apresentam são chamados de piezoeléctricos.
5- O que é e como é produzida a cavitação?
Cavitação é a formação rápida e colapso de milhões de bolhas minúsculas (ou cavidades) dentro de um líquido. A cavitação é produzida pela alternância de ondas de pressões altas e baixas, que são geradas pelo Ultra-Som. Durante a fase de baixa pressão, estas bolhas crescem, em tamanho microscópico, até que atinjam a fase de pressão alta, na qual elas são comprimidas e implodem. Estas cavidades acontecem ao longo do líquido. O efeito de milhares de implosões por segundo torna o processo de limpeza por Ultra-Som muito poderoso, podendo ser observado o seu resultado a nível microscópico.
5.1- Cavitação Útil:
Cavitação Útil acontece após a remoção de gases existentes na solução de limpeza aonde será deixado um vazio nas bolhas formadas. Os colapsos de bolha acontecem quando a onda de pressão bate na parede da bolha. A energia lançada por este colapso é convertida em aquecimento e energia cinética, gerando temperaturas altas em porções microscópicas na solução. Esta energia ajudará o detergente a quebrar os laços entre as partes e a sujeira. A Cavitação limpa efetivamente, porque ataca a sujeira e os contaminantes no nível molecular. Elevando a temperatura do líquido aumenta-se a taxa de reatividade química aumentando também a cavitação. Para se obter um bom nível de cavitação é importante que sejam observados: temperatura, tensão superficial, viscosidade, densidade, pressão de vapor e frequência ideal para o tipo de limpeza que vai ser executada. Controlando estes fatores, escolhendo o detergente de limpeza certo, usando a temperatura certa e o equipamento adequado, assegurará um bom resultado na limpeza.
6- O que é Desgaseificação, e como ela é feita?
Desgaseificação é a remoção inicial de gases presentes na solução. A cavitação útil acontece depois que estes gases forem removidos da solução de limpeza, e for deixado um vazio nas bolhas que forem formadas a seguir. O próprio funcionamento do Ultra-Som se incumbirá em remover estes gases.
7- Como adquirir o equipamento de limpeza por Ultra-Som adequado?
Existem muitas considerações importantes para um equipamento de limpeza por Ultra-Som. As decisões mais importantes a serem tomadas, estão em escolher a solução de limpeza ideal, a temperatura certa (em função do líquido), a freqüência (25/40/65 ou 80 Khz) e o tamanho ideal do equipamento.
8- A limpeza por Ultra-Som pode danificar as minhas partes?
Com certas precauções, a limpeza por Ultra-Som é considerada segura para maioria das partes. O efeito de milhares de implosões por segundo é muito poderoso, e se tornará seguro, desde que a energia seja localizada a nível microscópico, portanto, se tornam parâmetros indispensáveis a serem analisados para cada caso, a solução de limpeza usada e a freqüência do equipamento, pois para freqüências baixas (25 Khz), obtem-se uma limpeza mais agressiva, pelo fato das micro bolhas de cavitação terem um tamanho mais avantajado. A medida em que aumentamos a frequência, o tamanho das bolhas de cavitação vão diminuindo, tornado a limpeza mais fina e penetrante, sendo produzidos equipamentos que ressonam em até 80 Khz e que proporcionam uma limpeza ultra-fina sem chance de agredir qualquer tipo de material.
9- O que é limpeza “direta” e “indireta”?
Limpeza direta acontece quando as partes a serem limpas são imergidas na solução de limpeza dentro do recipiente do equipamento, através do auxílio de uma bandeja perfurada ou de uma cesta de tela inox. A limitação da limpeza direta é que deverá ser escolhida uma solução de limpeza que não danifique o equipamento, já que no caso de contar com o auxílio de um backer de vidro, a limpeza pode ser executada de forma indireta podendo estar abastecido somente o backer com a solução desejada, tomando-se sempre o cuidado de manter o nível de líquido na cuba, mesmo quando o backer for colocado dentro da mesma, no nível correto ( aproximadamente 30 mm do topo do tanque).
10- Porque é requerida uma solução especial para limpar?
O propósito da solução, é quebrar os laços entre as partes a serem limpas e a sujeira nelas contidas, facilitando desta forma para que as bolhas de cavitação possam remover a sujeira.
11- Que tipo de solução eu devo usar?
Uma grande variedade de excelentes formulações projetadas para aplicações específicas estão disponíveis no mercado. A CTA do Brasil está apta a orientar seus clientes qual é o melhor produto que se adequará a sua necessidade de limpeza por Ultra-Som .
12- Que tipo de solução eu não devo usar?
Nunca devem ser usados líquidos inflamáveis, pois com o desprendimento de gases existentes na solução no início do ciclo pode-se causar o risco de explosões mediante algum tipo de centelhamento. Além disto não deverão ser usados também, ácidos aplicados diretamente ao tanque, pois isto danificará o mesmo, sendo necessário para estas necessidades o auxílio do uso de backers de vidro.
13- Quando as soluções devem ser substituídas?
A solução deve ser substituída quando se notar uma notável queda no rendimento da limpeza, ou quando a solução estiver visivelmente suja. Um abastecimento de solução limpa a cada limpeza, normalmente não é requerido. Existem acessórios opcionais para recircular o líquido, passando-o por um filtro, o que aumenta a sua durabilidade e o rendimento da limpeza.
14- Porque eu devo obedecer o nível de solução no tanque?
O nível de solução deve ser sempre mantido de acordo com os níveis estabelecidos pelas cestas ou suportes existentes, visando o melhor funcionamento do equipamento, pois baixos níveis de solução podem proporcionar mudanças nas características do ambiente, gerando alteração na freqüência do sistema, queda no rendimento e podendo chegar a até mesmo danificar o equipamento. O nível da solução deve ser observado em sentido redobrado, principalmente em equipamentos que contam com sistema de aquecimento, devido ao alto índice de vaporização .
15- Qual deve ser a duração do tempo de limpeza?
O tempo de limpeza, variará de acordo com as condições de : tipo de sujeira a ser removida, solução, temperatura e o grau de limpeza desejada. Porém, no início do ciclo de limpeza a remoção de sujeira deve ser observada de forma visível. A escolha de soluções que trabalham aquecidas, geralmente proporcionam um ciclo de limpeza mais curto. Voltar
16- Qual o propósito do uso de sistema de aquecimento?
O aquecimento se aplica em função do tipo de solução que vai ser usada e em função do nível de sujeira das peças a serem limpas, porém, o aquecimento sendo usado em conjunto com uma solução que trabalhe a quente, obtêm-se um volume superior de cavitação.
17- Como saber se o equipamento está produzindo cavitação de forma correta?
Se você não está obtendo uma limpeza adequada, pode ser pelo fato de ter sido escolhida uma solução errada, um equipamento com freqüência inadequada, temperatura indesejável e ciclo de limpeza com curto espaço de tempo. Porém, se todas estas dúvidas forem eliminadas e a dúvida persistir quanto ao funcionamento do seu equipamento, existem alguns testes que podem ser executados, como exemplo o Teste de perfuração de chapa.
18- Como executar o teste de perfuração?
Corte um pedaço de papel alumínio, destes usados na cozinha, no tamanho de 100 X 50mm, e segurando-o em uma das pontas, mergulhe a outra ponta na solução dentro do tanque do equipamento de Ultra-Som em funcionamento, posicionando-o em várias partes da cuba, e observe. Após alguns minutos a chapa de papel alumínio deverá estar perfurada e com as bordas destruídas pela cavitação, mostrando desta forma, perfeita atividade do equipamento.
19- Qual o porquê do uso de cestas, backers e estrados?
Não se aconselha que sejam depositadas peças a serem limpas diretamente no fundo do tanque, pois os Transdutores, que produzem o Ultra-Som, estão presos ao fundo do tanque, e dependendo do tipo de peça que for depositada no fundo poderá danificar o Transdutor, diminuindo a cavitação. Estes acessórios também facilitam o manuseio das peças a serem limpas .
20- Qual a temperatura ideal para uma boa limpeza?
O calor geralmente aumenta e acelera o processo de limpeza, e a maioria das soluções que são projetadas trabalham melhor em temperaturas elevadas. A melhor maneira de encontrar a temperatura ideal é executando testes, porém, já se foi comprovado que os melhores resultados estão entre 50 e 65ºC.
21- Porque existe a necessidade de um enxágüe após a limpeza?
O enxague é recomendado para que possa ser removido qualquer tipo de resíduo químico que poderá ser prejudicial para a peça. O enxague também exerce a função de retirar resíduos que estão somente depositados sobre a peça, porém já se encontram completamente desagregados da mesma.
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1- O que é Ultra-Som?
O som pode ser definido simplesmente como uma vibração. Todos os sons são produzidos por coisas que vibram e todas as coisas que vibram geram um som, sendo que, o nível de uma vibração determina o seu alcance. O nível mais baixo de vibração tem um alcance mais baixo e o nível mais alto tem um alcance mais alto. Portanto, o alcance está diretamente ligado a taxa de vibração. Quando esta taxa de vibração, ou ciclo, é expressada por unidade de tempo (segundos), é chamada de frequência. Geralmente a freqüência é expressada em Hertz (Hz) que é o número de ciclos por segundo, por exemplo: 1Hz = 1 ciclo por segundo. A maior parte dos homens podem ouvir sons de 10Hz a 16.000 Hz (16 Khz), porém algumas mulheres podem ouvir até 19.000Hz (19 Khz), portanto, sons que ultrapassem esta taxa de frequência não podem ser ouvidos pelo ouvido humano. Por este fato, que frequências acima de 20.000 Hz (20 KHz) são chamadas de Ultra-Som. Enquanto frequências acima de 20.000 Hz (20 KHz) não são usadas para comunicação oral entre seres humanos, são usadas em uma vasta aplicação de usos que facilitam a vida dos homens. Como exemplo podemos citar a fabricação de Sonares, Detectores de cardumes de peixe, Máquinas para localização de trincas em peças metálicas, Equipamentos de Solda em termoplásticos e metais, Separadores de Células, Equipamentos de Limpeza por Ultra-Som e mais uma infinidade de aplicações, sendo que o enfoque principal neste caso é voltado para a vasta aplicação dos Equipamentos de Limpeza por Ultra-Som (Ultrasonic Cleaners), valendo a pena ressaltar, que é uma das áreas em que mais se aplica Ultra-Som Industrial. Grande parte das indústrias e empresas prestadoras de serviços tem a necessidade de altos níveis de limpeza, com baixo custo, isento de riscos a saúde humana, qualidade e sem gerar agressão ao meio ambiente. Limpeza por Ultra-Som é frequentemente a resposta para todas estas necessidades!
2- Como surgiu a limpeza por Ultra-Som?
Pesquisas informam que foi durante a Segunda Guerra Mundial, de forma acidental um objeto emissor de sons em alta freqüência foi introduzido na água, causando a formação de bolhas que foram chamadas de cavitação. Mais tarde, foi observado com clareza, que a Cavitação gerada em um líquido por uma vibração em alta freqüência, é a formação imediata de milhões de bolhas minúsculas (ou cavidades)que entram em colapso quando encontram um obstáculo dentro do líquido.
3- O que é basicamente a “Limpeza por Ultra-Som” (Ultrasonic Cleaner)?
Basicamente, a limpeza por Ultra-Som, consiste na transformação de energia elétrica em energia mecânica, provocando dentro de uma solução líquida um fenômeno chamado de cavitação. Os equipamentos de limpeza por Ultra-Som, de um modo geral, são compostos de um circuito de potência, um transdutor piezoeléctrico e um recipiente aonde irá conter a solução. A principal particularidade deste tipo de técnica de limpeza é que a cavitação remove a sujeira de maneira homogênea e aonde o acesso humano seria impossível.
4- O que é um Transdutor Piezoeléctrico?
O Transdutor Piezoeléctrico é o componente responsável em transformar a energia elétrica, através de vibração, em energia mecânica. O Transdutor tem como componente principal de sua montagem, a cerâmica piezoeléctrica, que é um componente que apresenta variações em suas dimensões quando se aplica a ele um campo elétrico. Este fenômeno é chamado de piezoeletricidade e os materiais que o apresentam são chamados de piezoeléctricos.
5- O que é e como é produzida a cavitação?
Cavitação é a formação rápida e colapso de milhões de bolhas minúsculas (ou cavidades) dentro de um líquido. A cavitação é produzida pela alternância de ondas de pressões altas e baixas, que são geradas pelo Ultra-Som. Durante a fase de baixa pressão, estas bolhas crescem, em tamanho microscópico, até que atinjam a fase de pressão alta, na qual elas são comprimidas e implodem. Estas cavidades acontecem ao longo do líquido. O efeito de milhares de implosões por segundo torna o processo de limpeza por Ultra-Som muito poderoso, podendo ser observado o seu resultado a nível microscópico.
5.1- Cavitação Útil:
Cavitação Útil acontece após a remoção de gases existentes na solução de limpeza aonde será deixado um vazio nas bolhas formadas. Os colapsos de bolha acontecem quando a onda de pressão bate na parede da bolha. A energia lançada por este colapso é convertida em aquecimento e energia cinética, gerando temperaturas altas em porções microscópicas na solução. Esta energia ajudará o detergente a quebrar os laços entre as partes e a sujeira. A Cavitação limpa efetivamente, porque ataca a sujeira e os contaminantes no nível molecular. Elevando a temperatura do líquido aumenta-se a taxa de reatividade química aumentando também a cavitação. Para se obter um bom nível de cavitação é importante que sejam observados: temperatura, tensão superficial, viscosidade, densidade, pressão de vapor e frequência ideal para o tipo de limpeza que vai ser executada. Controlando estes fatores, escolhendo o detergente de limpeza certo, usando a temperatura certa e o equipamento adequado, assegurará um bom resultado na limpeza.
6- O que é Desgaseificação, e como ela é feita?
Desgaseificação é a remoção inicial de gases presentes na solução. A cavitação útil acontece depois que estes gases forem removidos da solução de limpeza, e for deixado um vazio nas bolhas que forem formadas a seguir. O próprio funcionamento do Ultra-Som se incumbirá em remover estes gases.
7- Como adquirir o equipamento de limpeza por Ultra-Som adequado?
Existem muitas considerações importantes para um equipamento de limpeza por Ultra-Som. As decisões mais importantes a serem tomadas, estão em escolher a solução de limpeza ideal, a temperatura certa (em função do líquido), a freqüência (25/40/65 ou 80 Khz) e o tamanho ideal do equipamento.
8- A limpeza por Ultra-Som pode danificar as minhas partes?
Com certas precauções, a limpeza por Ultra-Som é considerada segura para maioria das partes. O efeito de milhares de implosões por segundo é muito poderoso, e se tornará seguro, desde que a energia seja localizada a nível microscópico, portanto, se tornam parâmetros indispensáveis a serem analisados para cada caso, a solução de limpeza usada e a freqüência do equipamento, pois para freqüências baixas (25 Khz), obtem-se uma limpeza mais agressiva, pelo fato das micro bolhas de cavitação terem um tamanho mais avantajado. A medida em que aumentamos a frequência, o tamanho das bolhas de cavitação vão diminuindo, tornado a limpeza mais fina e penetrante, sendo produzidos equipamentos que ressonam em até 80 Khz e que proporcionam uma limpeza ultra-fina sem chance de agredir qualquer tipo de material.
9- O que é limpeza “direta” e “indireta”?
Limpeza direta acontece quando as partes a serem limpas são imergidas na solução de limpeza dentro do recipiente do equipamento, através do auxílio de uma bandeja perfurada ou de uma cesta de tela inox. A limitação da limpeza direta é que deverá ser escolhida uma solução de limpeza que não danifique o equipamento, já que no caso de contar com o auxílio de um backer de vidro, a limpeza pode ser executada de forma indireta podendo estar abastecido somente o backer com a solução desejada, tomando-se sempre o cuidado de manter o nível de líquido na cuba, mesmo quando o backer for colocado dentro da mesma, no nível correto ( aproximadamente 30 mm do topo do tanque).
10- Porque é requerida uma solução especial para limpar?
O propósito da solução, é quebrar os laços entre as partes a serem limpas e a sujeira nelas contidas, facilitando desta forma para que as bolhas de cavitação possam remover a sujeira.
11- Que tipo de solução eu devo usar?
Uma grande variedade de excelentes formulações projetadas para aplicações específicas estão disponíveis no mercado. A CTA do Brasil está apta a orientar seus clientes qual é o melhor produto que se adequará a sua necessidade de limpeza por Ultra-Som .
12- Que tipo de solução eu não devo usar?
Nunca devem ser usados líquidos inflamáveis, pois com o desprendimento de gases existentes na solução no início do ciclo pode-se causar o risco de explosões mediante algum tipo de centelhamento. Além disto não deverão ser usados também, ácidos aplicados diretamente ao tanque, pois isto danificará o mesmo, sendo necessário para estas necessidades o auxílio do uso de backers de vidro.
13- Quando as soluções devem ser substituídas?
A solução deve ser substituída quando se notar uma notável queda no rendimento da limpeza, ou quando a solução estiver visivelmente suja. Um abastecimento de solução limpa a cada limpeza, normalmente não é requerido. Existem acessórios opcionais para recircular o líquido, passando-o por um filtro, o que aumenta a sua durabilidade e o rendimento da limpeza.
14- Porque eu devo obedecer o nível de solução no tanque?
O nível de solução deve ser sempre mantido de acordo com os níveis estabelecidos pelas cestas ou suportes existentes, visando o melhor funcionamento do equipamento, pois baixos níveis de solução podem proporcionar mudanças nas características do ambiente, gerando alteração na freqüência do sistema, queda no rendimento e podendo chegar a até mesmo danificar o equipamento. O nível da solução deve ser observado em sentido redobrado, principalmente em equipamentos que contam com sistema de aquecimento, devido ao alto índice de vaporização .
15- Qual deve ser a duração do tempo de limpeza?
O tempo de limpeza, variará de acordo com as condições de : tipo de sujeira a ser removida, solução, temperatura e o grau de limpeza desejada. Porém, no início do ciclo de limpeza a remoção de sujeira deve ser observada de forma visível. A escolha de soluções que trabalham aquecidas, geralmente proporcionam um ciclo de limpeza mais curto. Voltar
16- Qual o propósito do uso de sistema de aquecimento?
O aquecimento se aplica em função do tipo de solução que vai ser usada e em função do nível de sujeira das peças a serem limpas, porém, o aquecimento sendo usado em conjunto com uma solução que trabalhe a quente, obtêm-se um volume superior de cavitação.
17- Como saber se o equipamento está produzindo cavitação de forma correta?
Se você não está obtendo uma limpeza adequada, pode ser pelo fato de ter sido escolhida uma solução errada, um equipamento com freqüência inadequada, temperatura indesejável e ciclo de limpeza com curto espaço de tempo. Porém, se todas estas dúvidas forem eliminadas e a dúvida persistir quanto ao funcionamento do seu equipamento, existem alguns testes que podem ser executados, como exemplo o Teste de perfuração de chapa.
18- Como executar o teste de perfuração?
Corte um pedaço de papel alumínio, destes usados na cozinha, no tamanho de 100 X 50mm, e segurando-o em uma das pontas, mergulhe a outra ponta na solução dentro do tanque do equipamento de Ultra-Som em funcionamento, posicionando-o em várias partes da cuba, e observe. Após alguns minutos a chapa de papel alumínio deverá estar perfurada e com as bordas destruídas pela cavitação, mostrando desta forma, perfeita atividade do equipamento.
19- Qual o porquê do uso de cestas, backers e estrados?
Não se aconselha que sejam depositadas peças a serem limpas diretamente no fundo do tanque, pois os Transdutores, que produzem o Ultra-Som, estão presos ao fundo do tanque, e dependendo do tipo de peça que for depositada no fundo poderá danificar o Transdutor, diminuindo a cavitação. Estes acessórios também facilitam o manuseio das peças a serem limpas .
20- Qual a temperatura ideal para uma boa limpeza?
O calor geralmente aumenta e acelera o processo de limpeza, e a maioria das soluções que são projetadas trabalham melhor em temperaturas elevadas. A melhor maneira de encontrar a temperatura ideal é executando testes, porém, já se foi comprovado que os melhores resultados estão entre 50 e 65ºC.
21- Porque existe a necessidade de um enxágüe após a limpeza?
O enxague é recomendado para que possa ser removido qualquer tipo de resíduo químico que poderá ser prejudicial para a peça. O enxague também exerce a função de retirar resíduos que estão somente depositados sobre a peça, porém já se encontram completamente desagregados da mesma.
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